Blog do Bruno Voloch

Arquivo : dezembro 2013

Zé abre 1 a 0; Tandara resolve de novo e Osasco agradece
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Bruno Voloch

Era um dos jogos mais esperados da superliga.

De um lado, Unilever, de Bernardinho. Do outro, Campinas, de José Roberto Guimarães.

Dois times credenciados ao títulos cada vez mais encaminhado para os lados de Osasco.

Mas o duelo entre dois dos principais técnicos do mundo era apenas uma das atrações do clássico no Maracanãzinho. Foi a primeira partida de Natália desde que deixou o Rio mesmo sendo campeã. Tandara, que acabaria sendo o nome do jogo, recusou oferta da Unilever e optou por Campinas para ficar ao lado de José Roberto Guimarães.

Sofrível em termos técnicos, o jogo acabou definido pela ótima atuação de Tandara, os incríveis e inaceitáveis erros de recepção do time do Rio e a eficiência de Campinas no saque. A arbitragem foi ruim e desagradou os dois técnicos.

Com os 3 a 2, Campinas somou 2 p0ntos, o Rio 1 e ambos ficam mais distantes de Osasco que venceu fácil Barueri por 3 a 0 e foi aos 31 ainda invicto.

Em São Luís, o Pinheiros, quarto colocado, passou sufoco e venceu o time local apenas no tie-break. Ponto que pode fazer falta na frente.

O surpreendente São Caetano ganhou fácil do Rio do Sul e se manteve em quinto lugar.

Em outro jogo marcado pelo equilíbrio, São Bernardo superou o Minas no quinto set.

 

 


Cruzeiro imbatível e campeonato à parte
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Bruno Voloch

Impressionante a superioridade do Sada/Cruzeiro na atual superliga.

10 jogos, 10 vitória, 30 pontos e 5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Se a disputa fosse por pontos corridos, o campeonato não chegaria nem a metade do segundo turno.

O Rio de Janeiro lutou, se esforçou, talvez tenha jogado tudo que saiba, mas não foi páreo para o Cruzeiro. Os mineiros fizeram 3 a 1. Vitória tranquila e sem sustos, mesmo deixando um set pelo caminho.

William rege com eficiência a orquestra cruzeirense e embora Wallace tenha sido novamente o maior pontuador, o levantador do Cruzeiro consegue fazer todos os jogadores p0ntuarem e atuarem no mesmo nível.

Hoje a superliga tem um campeonato à parte. A briga é para saber quem irá fazer a decisão com o Cruzeiro.

O Sesi, que passou sufoco contra Montes Claros, é o mais credenciado. O time paulista suou e precisou do tie-break para vencer, algo preocupante para Marcos Pacheco. O trunfo é o retorno de Murilo.

O Rio deve se contentar em chegar nas semifinais. Em crise, sem dinheiro e carregado de problemas internos, os cariocas não podem sonhar com nada além disso.

Campinas ganhou de Juiz de Fora na rodada, segue em quarto e corre ainda atrás de regularidade.

Minas, Canoas e Maringá ocupam o bloco intermediário. Normalmente vencem os pequenos, em dia inspirado incomodam os grandes e se alternam quando jogam entre si.

Montes Claros e São Bernardo mostram alguma evolução e não será surpresa se estiverem entre os 8.

Juiz de Fora, Volta Redonda e Taubaté brigam para não cair.


O governador das Olimpíadas se cala
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Bruno Voloch

Continua o disse me disse em torno da candidatura de Bernardinho ao governo no Rio de Janeiro.

A família Rezende, tendo Fernanda Venturini como porta-voz, insiste em desmentir as notícias e os fatos que são cada vez mais claros e concretos.

Aécio Neves por sua vez não se cansa de dar declarações confirmado que o técnico da seleção vai mesmo trocar a carreira nas quadras pela política.

O blog do companheiro Josias de Souza trouxe as aspas de Aécio afirmando que ‘muita gente trata o assunto como brincadeira e vai se surpreender’.

Bernardinho mantém a postura e se cala.

Nos bastidores comenta-se que o treinador exige em troca a independência financeira.


O tradicional Minas ressuscita
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Bruno Voloch

O tradicional e importante time do Minas parece ter tomado gosto pela vitória.

O time que já havia superado Maranhão na rodada anterior, voltou a vencer e somou mais 2 pontos na classificação ao derrotar o bom e equilibrado Barueri por 3 a 2.

O resultado traz o Minas para seis pontos em décimo segundo lugar e empurra ainda mais Rio do Sul e o decepcionante Maranhão para a rabeira. Carla foi o destaque mineiro.

Nos demais jogos nenhuma surpresa.

Osasco atropelou Araraquara com mais um 3 a 0 e chegou aos 28 pontos. Contra um adversário pouco qualificado, Luizomar usou Ingrid no lugar de Sanja e aproveitou para experimentar Gabi e Dani Terra.

No Rio, comandada por Mihajlovic, a Unilever deixou escapar um set mas fez 3 a 1 sem sustos em cima de Brasília. O ótimo aproveitamento no saque contribui e foi decisivo para as cariocas que seguem na cola de Osasco com 26 pontos. O penetra Brasília deixou a zona de classificação.

O resultado ajudou o instável Sesi que alcançou os mesmos 15 pontos depois de derrotar São Bernardo por 3 a 1. Bia, ótima e promissora central, começa a dar sinais de recuperar a velha forma e pode ser um dos trunfos do time na sequência da superliga.

Campinas passeou em casa e aplicou 3 a 0 no Maranhão. Tandara novamente foi a maior pontuadora com 12 pontos. Jogo fácil, sem equilíbrio técnico e definido em pouco mais de uma hora. O time segue em terceiro lugar agora com 24 pontos.

Praia Clube e São Caetano fizeram o melhor jogo da rodada. O Praia teve que suar, virou o jogo após estar perdendo por 2 a 1 e ganhou com 15/13 no tie-break e no limite. A cubana Herrera foi decisiva e Michelle fez boa partida. São Caetano abusou dos erros e poderia ter vencido a partida se fosse mais regular. Nada porém que apague a surpreendente campanha do time na superliga digna de elogios. O Praia, apesar do quinto lugar, segue sem confiança, longe do ideal e cada vez mais dependente de Herrera.

Em ritmo de treino, o Pinheiros cumpriu sua obrigação e despachou o fraco Rio do Sul por 3 a 0. O time somou mais 3 pontos e se manteve em quarto lugar.

 

 


Thaísa x Tandara
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Bruno Voloch

O duelo entre Thaísa e Tandara marcou o clássico entre Campinas e Osasco.

O desempenho das duas jogadoras foi acima da média, espetacular e acabaria sendo determinante para a vitória de um dos times. A linha de passe de Campinas, aliado ao fraco aproveitamento no bloqueio e ao número excessivo de erros de Osasco, levaram a partida ao tie-break.

Campinas se viu obrigado a esconder a líbero Michelle, algo inimaginável em se tratando de uma jogadora especialista para a posição. A experiente Walewska assumiu o papel.

Tandara, como de hábito, foi a melhor jogadora do time comandado por José Roberto Guimarães. A oposta fez 28 pontos e quando não cruzava com Thaísa na rede ignorava o bloqueio adversário. É impressionante a evolução técnica e física dessa atleta. Sem ela em quadra Osasco fatalmente teria feito 3 a 0.

Ninguém porém jogou mais bola que Thaísa. Sozinha, a central de Osasco fez mais do dobro de pontos de bloqueio do que todo o time de Campinas. Foram 10 no total. Isso sem falar nos 15 pontos de ataque e 3 de saque. Juntas, Sheilla e Caterina fizeram quase o mesmo número de pontos de Thaísa.

O que mais chama atenção é a maneira como Thaísa se comporta em quadra. É nítido o comprometimento da jogadora com o coletivo, não pensa em individualidades e joga para o time. Talento indiscutível. Thaísa amadureceu, já foi alvo de críticas, mas hoje me parece ser a mais completa jogadora em atividade no vôlei brasileiro.

A merecida vitória deixa Osasco sobrando na classificação. Campinas ainda pode crescer, mas não pode depender tanto de Tandara. Natália e principalmente Kristin precisam aparecer mais. Claudinha foi instável no início, mas melhorou a partir da metade do segundo set.

Osasco abusou dos erros de saque, as estrangeiras não são confiáveis, mas Thaísa resolveu e decidiu a partida.


Queda anunciada – Parte 2
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Bruno Voloch

Conforme previsto, o Rio de Janeiro não resistiu e caiu diante do Sesi dentro de casa. Foi a segunda derrota consecutiva do atual campeão na superliga.

Queda anunciada.

O jogo foi até relativamente equilibrado e a saída de Thiago Alves pode ter tido influência direta na derrota dos cariocas. Nada porém que tire os méritos do Sesi, time que errou menos e foi bem mais efetivo no ataque. Evandro fez grande partida, Rogério idem e Lucão não precisou jogar o que sabe.

Vissoto foi o responsável por manter o Rio vivo no jogo. E só, muito pouco para quem sonhava em vencer o confronto.

O resultado fez o Rio despencar para o terceiro lugar, dois pontos atrás do próprio Sesi e 6 do Cruzeiro.

Por falar nos mineiros, o time comandado por Marcelo Mendez segue imbatível e detonou mais um. O Maringá foi presa fácil mesmo jogando sob seus domínios e perdeu por 3 a 0. Jogo morno, sem graça e disputado em ritmo de treino pelo Cruzeiro. É impressionante a superioridade técnica e física.

Maringá só não perdeu o sétimo lugar nessa rodada porque o Minas achou de perder para Montes Claros por 3 a 0. Mas é apenas questão de tempo. Com dois jogos a mais, o time paranaense não irá sustentar a posição.

Quem inexplicavelmente sofreu foi Campinas. A equipe venceu Taubaté apenas no tie-break e deixou novamente 1 ponto pelo caminho. Já tinha sido assim contra Montes Claros na rodada anterior. Curiosamente foi o terceiro jogo seguido de Campinas disputado em 5 sets.

Chama atenção e merece destaque a recuperação de São Bernardo na superliga. O time alcançou a quinta vitória seguida ao bater Volta Redonda por 3 a 1. Mérito do técnico Peu que pegou a equipe no meio da superliga e ganhou de Montes Claros, Taubaté, Juiz de Fora, Maringá e agora Volta Redonda.

Canoas confirmou o favoritismo, é quinto e fez 3 a 0 sem grandes dificuldades contra o esforçado Juiz de Fora.


Fracasso, dias contados e ninguém paga a conta no Sesi
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Bruno Voloch

Inaceitável, mas plenamente previsível o desempenho do Sesi na superliga.

A derrota para Osasco foi a quinta em oito jogos, resultado que deixou a equipe de Talmo de Oliveira atrás de Barueri, São Caetano, Brasília e Pinheiros e fora da zona de classificação.

A campanha é vergonhosa para um clube que conta com duas titulares da seleção brasileira, Fabiana e Dani Lins e tem orçamento dos mais caros, pelo menos 3 vezes mais que os times citados acima.

Fato é que Talmo não consegue fazer o Sesi andar. A responsabilidade é toda da comissão técnica que recebeu 12 novas jogadoras no elenco.

A líbero Suellen, dispensada de Campinas, não rende. Suelle, que passou a maior parte da temporada passada contundida, não aprova. Bia não está 100% e Fabiana vive de altos e baixos. Quem entra, não resolve.

Ivna tem sido a melhor jogadora do time na superliga e Pri Daroit vem logo atrás. Sem recepção, Dani Lins tem sido a imagem do desespero em quadra.

Não chega a ser segredo para ninguém.

Pior é que teve gente que se iludiu com a presença do Sesi na final do paulista. Negativo. A superliga representa a realidade do Sesi. Time sem comando e padrão tático algum.

A pressão por resultados é enorme e o jejum de títulos incomoda. Decepcionados, não é a toa que os dirigentes já optaram e vão diminuir o investimento para a próxima temporada, além de tirar o time da capital.

E quem paga a conta no Sesi ?

 

 


Sérvias resolvem
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Bruno Voloch

Em São Paulo, Sanja Malagurski foi o destaque. No Rio, Brankica Mihajlovic resolveu. As sérvias de Osasco e Unilever foram determinantes nas vitórias de seus respectivos times diante de Sesi e Praia Clube.

Osasco venceu, fez 3 a 1, mas não repetiu as boas atuações das partidas anteriores. Ganhou em função da fragilidade do adversário e do bom desempenho do quarteto formado por Sheilla, Sanja, Adenízia e principalmente Thaísa, no bloqueio. A italiana Caterina ainda não decolou.

O Sesi só consegui se manter no jogo até o quarto set também por causa do bloqueio e da força ofensiva de Pri Daroit e Ivna. As entradas de Mari Casemiro e Bárbara deram mais equilíbrio ao time que sofrendo incrível instabilidade emocional e errando nos momentos cruciais dos sets.

O resultado fez o Sesi deixar a zona se classificação e cair para a nona colocação.

Osasco lidera folgado com 23 pontos, invicto e 3 a mais que Rio e Campinas.

No ginásio do Tijuca e público decepcionante, o Rio virou pra cima do Praia Clube, de Uberlândia. Novamente o time mineiro teve o jogo nas mãos, caiu de rendimento fisicamente e não suportou a pressão da equipe carioca. A cubana Herrera fez ótimo jogo enquanto suportou as próprias pernas. Não conseguiu manter o ritmo, assim como as companheiras, e viu o Praia levar a virada.

Sem opções no banco, Spencer Lee assistiu Bernardinho colocar Bruna e Régis em quadra. As duas mudaram o cenário do jogo, Fofão cresceu e Mihajlovic decidiu jogar. A sérvia, ruim de passe, se superou no ataque. Jogo feio, emocionante pela virada e marcado por quase 60 erros.

O Praia, pelo elenco que montou, não pode estar na sexta colocação.

O ótimo aproveitamento no bloqueio, 17 pontos, e Tandara novamente inspirada, levaram Campinas aos 3 a 1 diante do bom e esforçado Barueri. A norte-americana Kristin finalmente desencantou e Rosamaria fez um jogo razoável substituindo Natália.

Do outro lado, Renatinha fez 14 pontos, mas joga sozinha em determinadas passagens de rede.

São Caetano, revelação da superliga, bateu São Bernardo por 3 a 0, ganhou a quinta partida e está entre os 5 melhores do torneio.

Na zona da degola, Maranhão finalmente desencantou e venceu Rio do Sul por 3 a 2. Os dois porém seguem nas últimas posições.

Quem não larga a lanterna é o Minas. O time caiu diante de Araraquara e sofreu a oitava derrota seguida no campeonato.


Queda anunciada
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Bruno Voloch

Demorou, mas o Rio de Janeiro não resistiu.

Se contra Campinas o time carioca escapou da derrota por pouco, venceu apenas no tie-break, diante do Minas a equipe não resistiu e conheceu o primeiro resultado negativo na superliga.

Atolado em dívidas e em débito com os jogadores, o Rio perdeu em Belo Horizonte por 3 sets a 2 e viu o Cruzeiro abrir 3 pontos na liderança.

O Minas, que ocupa a modesta sexta posição, 3 derrotas em 7 jogos, venceu com ótimo aproveitamento no bloqueio. Foram 17 pontos no fundamento, mais do dobro do adversário. Rodrigão, central contratado para resolver o problema da posição dos cariocas, acabou zerado.

Como de hábito quando enfrenta Bruninho, Marcelinho brilhou e as entradas de Rafael e Silmar foram determinantes para o Minas.

Perder a segunda posição é questão de tempo para o Rio de Janeiro. O time terá pela frente o Sesi e deve cair para o terceiro lugar após a rodada do fim de semana.

O instável Maringá perdeu mais uma. Ricardinho viu do banco o time cair diante do modesto São Bernardo por 3 a 1 em São Paulo. O resultado deixa São Bernardo na zona de classificação e Maringá, com 9 jogos, disputados, seriamente ameaçado.

No sul, o cubano Dennis marcou 21 pontos e Canoas fez 3 a 1 contra Taubaté, último colocado.

Ainda na parte debaixo da tabela, a rodada teve Volta Redonda derrotando Juiz de Fora por 3 a 0.

 


Tandara, Mihajlovic e Osasco sobrando
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Bruno Voloch

Tandara, sempre ela, foi o nome da sétima rodada.

A oposta de Campinas foi a responsável direta pela vitória do time diante do Sesi por 3 a 2. A jogadora fez 27 pontos, virou bolas fundamentais e se não fosse ela a equipe dificilmente teria vencido, ainda mais depois de perder Natália contundida.

Nas mãos de José Roberto Guimarães, diferente do que aconteceu no Sesi, a tendência de Tandara é evoluir ainda mais e amadurecer. Hoje é uma das atletas mais valorizadas do vôlei brasileiro e com méritos.

Ainda em São Paulo, Pinheiros e Rio fizeram um jogo equilibradíssimo. Mihajlovic foi determinante nas duas últimas parciais. Sarah e Juciely jogaram bem e Andreia, como de hábito, foi a melhor do Pinheiros.

Osasco, mesmo atuando fora de casa, venceu sem grandes dificuldades o instável e até agora decepcionante Uberlândia. Se esperava bem mais do time mineiro. Sheilla, Adenízia e Thaísa comandaram os 3 a0 das paulistas em noite apagada de Sanja. O atual campeão paulista lidera com folga.

Nos demais jogos sem apelo algum, o penetra Brasília cumpriu sua obrigação e fez 3 a 0 no Minas. São Caetano, segue fazendo bonito e aplicou 3 a 0 no Maranhão.

São Bernardo, com Soninha impecável no quinto set, surpreendeu Barueri, já sem Cibele, e fora de casa ganhou no tie-break.

No sul, Araraquara se distanciou das últimas colocações vencendo Rio do Sul por 3 a 1.