Blog do Bruno Voloch

Arquivo : junho 2013

Perigo de olhos puxados
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Bruno Voloch

O campeonato mundial juvenil feminino consagrou a China como campeã. Uma campanha espetacular com 8 jogos, 8 vitórias e nenhum set perdido no torneio.

O Brasil teve que se contentar com a medalha de bronze, posição honrosa, uma vez que cruzamos com as chinesas nas semifinais.

O mundial da categoria pode estar trazendo uma nova e perigosa realidade. O vôlei asiático  renasce pelas mãos das chinesas e japonesas, finalistas do campeonato. A China não foi nenhuma surpresa, mas o Japão, que eliminou as favoritas Turquia e Itália, foi a revelação da competição. Não dá para tirar os méritos das japonesas.

Ninguém porém jogou mais bola do que a atacante chinesa Ting Zhu. A jogadora foi absolutamente decisiva e disparada a melhor jogadora do mundial.

Zhu, que havia liquidado a seleção na véspera, fez incríveis 26 pontos na final contra o Japão. 18 anos, 1,95 de altura, Zhu pode ser em breve uma das estrelas do vôlei mundial. Atacante versátil e que possui todos os golpes.

A China porém não foi só Zhu.

Jiande Xu, técnico do time, tem nas mãos uma geração muito promissora, com Feng Wang, Ning Wang e Zheng. Equipe alta, com muito volume de jogo e ótima variação tática.

Perigo de olhos puxados.

 

 

 


China é campeã mundial juvenil; Brasil fica com bronze
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Bruno Voloch

A China é campeã mundial juvenil.

Na decisão do campeonato feminino da categoria realizado na República Tcheca, as chinesas derrotaram o Japão por 3 sets 0, parciais de 25/13, 25/17 e 25/15.

A China venceu todos os 8 jogos que disputou e não perdeu nenhum set.

O Brasil, derrotado pelas asiáticas justamente na semifinal, terminou com a medalha de bronze. Na luta pelo terceiro lugar, o time comandado por Luizomar de Moura, técnico de Osasco, ganhou da Itália por 3 a 0.

A geração de Gabi, Rosamaria e Valquíria, repete a colocação do mundial de 2009, mas não supera o vice-campeonato de 2001 quando perdeu o título para a Itália.

Gabi foi eleita uma das melhores atacantes do mundial. Valquíria também entrou na seleção do campeonato com umas das centrais mais efetivas.


Irresistível, Brasil ‘vive’ dia de Espanha e faz história no Maracanã
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Bruno Voloch

O campeão voltou.

Os gritos soam no Maracanã e ganham o país.

A seleção brasileira conquista a Copa das Confederações, ganha moral a menos de um ano da Copa do Mundo e resgata o carinho e o apoio do torcedor.

A Espanha tão temida não resistiu. Aliás, não resistiu nem 1 minuto, tempo de Fred fazer 1 a 0.

Os espanhóis ensaiaram o toque de bola, tiveram mais posse, mas Julio Cesar foi pouco exigido. David Luiz evitou o gol de Pedro em lance que poderia mudar a história da decisão.

Quando a Espanha ensaiava gostar do jogo, Neymar fez 2 a 0 dando números finais ao primeiro tempo.

Mas tinha mais.

A vantagem deu ao Brasil a tranquilidade necessária para administrar o resultado, mas Fred, sempre ele, matou qualquer reação espanhola.

O Brasil vivia seu dia de Espanha.

Nem o mais otimista torcedor brasileiro poderia esperar um desfecho como esse: 3 a 0.

E não foi um 3 a 0 qualquer. Foi em 3 a 0 categórico, com superioridade do início ao fim da partida.

A seleção aprendeu. Jogou com a Espanha. Marcou de maneira implacável, determinada e não deu espaços ao time espanhol.

Fred, Neymar e David Luiz foram os melhores.

O novo Maracanã viveu um noite inesquecível e a seleção brasileira viveu seu dia de Espanha.

 

 

 


Brasil cai para a China e disputa o bronze no mundial juvenil feminino
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Bruno Voloch

A seleção brasileira juvenil feminina está fora da luta pelo título do mundial da categoria.

O Brasil foi derrotado pela China por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/16 e 25/22, em jogo válido pelas semifinais da competição. O jogo durou apenas uma hora e vinte minutos.

Gabi, jogadora do Rio de Janeiro, foi a maior pontuadora da seleção com 18 pontos.

A seleção, que havia vencido os 6 jogos anteriores, aumenta o jejum de títulos. O último campeonato foi conquistado em 2007.

O Brasil, dirigido por Luizomar de Moura, técnico de Osasco, disputará a medalha de bronze.

 


Crônica de uma derrota anunciada
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Bruno Voloch

Na véspera faltou pouco para o Brasil conhecer a primeira derrota na Liga Mundial. No segundo jogo, mesmo com ginásio lotado, não teve jeito.

A França fez 3 sets a 1 e a seleção perdeu a invencibilidade na competição. Poderia ter sido pior. Não seria nenhum absurdo os franceses deixarem o Ibirapuera com 3 a 0.

Ngapeth repetiu o ótimo desempenho do jogo anterior, mas ninguém jogo mais bola que Sidibe. O atacante da França não foi o maior pontuador da partida, mas acabou sendo decisivo com 18 pontos.

O bloqueio da França achou o tempo e parou diversas vezes o ataque brasileiro. Gérald Hardy se destacou com 5 pontos no fundamento. A França fez 13 contra 11 do Brasil.

O saque brasileiro esteve inconstante e facilitou o trabalho do habilidoso levantador Toniutti.

Bernardinho fez o que podia. Arriscou com Wallace jogando de titular na vaga de Vissoto, mas não deu resultado. Bruno foi impreciso e ambos foram substituídos. Com William e Vissoto em quadra, a seleção sobreviveu e empatou o jogo no segundo set muito mais em função da instabilidade emocional dos franceses do que por méritos próprios.

A alegria durou pouco. A França, através de Ngapeth e Sidibe, voltou a dominar a partida.O Brasil abusava dos erros, rotina nos últimos jogos do time. Dante jogou 3 sets e marcou 3 pontos, desempenho inadmissível.

O entra e sai não resolveu.

Bernardinho, sem alternativas, fez Bruno voltar, mas o levantador já não tinha a mesma confiança. Quem começou não resolveu, quem entrou não fez a diferença.

Se na sexta-feira o Brasil escapou por pouco, dessa vez não teve jeito.

Foi a crônica de uma derrota anunciada. Merecida, diga-se de passagem.

 

 


William e Wallace salvam seleção e inversão evita derrota
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Bruno Voloch

Não foi por falta de aviso.

Bernardinho pediu durante a semana respeito com a França. Modo de dizer, maneira educada de falar sobre o adversário. Os franceses vinham de duas vitórias sobre a Polônia, atual campeã da liga mundial.

O primeiro jogo entre as duas seleções em São Paulo esteve longe de ser brilhante tecnicamente, mas sobrou emoção no fim graças aos erros da seleção e o ótimo jogo de Ngapeth.

A seleção brasileira abriu 2 a 0 com a mesma tônica. A França conseguia equilibrar os sets, mas no fim acabava  prevalecendo a maior categoria dos nossos jogadores.

Bernardinho, até então, se dava ao trabalho de mexer no time apenas para fazer a inversão e usar William e Wallace nos lugares de Vissoto e Bruninho. Mas sabia que lá na frente eles decidiriam o jogo.

De todos os fundamentos, o saque foi o que menos funcionou.

Ngapeth foi o responsável por manter a França viva na partida. Habilidoso, se destacou na merecida vitória francesa no terceiro set por 25/22 após erro bisonho de William no saque.

O quarto set foi novamente de Ngapeth. A França cresceu no bloqueio, contou os sucessivos erros da seleção brasileira e empatou com 25/21.

Assustados, os jogadores do Brasil perderam a agressividade e viram a França abrir no tie-break.

Bernardinho vendo o jogo escapar fez entrar William e Wallace como última alternativa. A dupla do Cruzeiro não errou, William se manteve do início ao fim no saque, Wallace rodou todas as bolas, a França sentiu a pressão e o Brasil virou com 15/12.

Lucarelli foi o melhor da seleção. Um time que se mostrou instável e novamente abusou dos erros.

 

 

 


Estreia de Mano é ofuscada, mas jogo contra São Paulo testa nova ‘cara’ do Flamengo
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Bruno Voloch

O foco está na Copa das Confederações.

A mídia de uma maneira geral só tem espaço para falar de Brasil e Espanha, domingo no Maracanã.

O campeonato brasileiro e a libertadores só voltarão a ganhar destaque no meio da semana que vem.

A estreia de Mano Menezes no comando do Flamengo acontecerá no sábado em amistoso contra o São Paulo em Uberlândia.

O jogo acaba sendo ofuscado por razões óbvias, mas não deixa de ter seus atrativos.

A expectativa é enorme para saber como o Flamengo irá se comportar e atuar taticamente com a chegada de Mano. Foram 10 dias de trabalho e basicamente o mesmo elenco que fracassou nas mãos de Dorival Junior e Jorginho.

Felipe, Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Gabriel; Paulinho, Carlos Eduardo e Moreno. Esse deve ser o Flamengo para a estreia de Mano.

Será que em tão pouco tempo de trabalho, Mano conseguirá mudar a cara do time ?

 


Saída de Andrezinho foi anunciada e era questão de tempo
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Bruno Voloch

Andrezinho, segunda consta, está deixando o Botafogo.

Em maio, o blog antecipava a provável saída do jogador. Dito e feito.

http://blogdobrunovoloch.blogosfera.uol.com.br/2013/05/07/andrezinho-perde-espaco-ganha-prestigio-com-comissao-tecnica-e-estuda-deixar-botafogo/

Boa notícia e alívio para os cofres do clube.

Andrezinho teve raros momentos positivos no Botafogo, nunca se firmou e jamais passou perto do jogador inúmeras vezes decisivo com a camisa do Internacional.

Esse ano conviveu muito mais no departamento médico do que no campo. Andava insatisfeito com a condição de reserva e tinha poucas chances de ser aproveitado.

Sai em ótima hora. Boa viagem, Andrezinho.

 


Futuro de Liedson depende de Mano Menezes
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Bruno Voloch

O Flamengo sonha com reforços.

A realidade porém aponta para o retorno de Liedson. O jogador estava emprestado ao Porto e deverá se reapresentar ao clube na semana que vem. Essa pelo menos é a previsão.

Mano Menezes já foi informado pela diretoria que Liedson tem contrato com o Flamengo até o fim de 2013. O compromisso até o fim do ano não significa necessariamente que o técnico irá aproveitar o atleta no elenco. O caso está sendo estudado pela comissão técnica.

Liedson voltou ao Flamengo em agosto de 2012 após 10 anos. Na segunda passagem acabou decepcionando e marcou apenas 4 gols em 17 jogos.

O jogador está com 35 anos e foi campeão pelo Porto.

 


RJX agoniza e vê em Furnas esperança de salvar projeto
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Bruno Voloch

Atual campeão brasileiro, o RJX segue correndo contra o tempo e tentando montar o time para a temporada 2013/14.

O cenário porém é preocupante.

Segundo o jornal norte-americano “The New York Times”, as empresas do grupo EBX (OGX, MMX, MPX, OSX, LLX e CCX) do bilionário Eike Batista enfrentam uma forte crise na Bolsa de Valores. No 1º trimestre, o prejuízo foi de R$ 1,145 bilhão.

Dirigentes e responsáveis pelo clube de vôlei demonstram insegurança, evitam entrevistas e falam que seguem buscando parceiros para salvar o projeto.

Jogadores como Bruno, Mário Jr e Thiago Alves estão apalavrados. Murilo, Leandro Vissoto e Giba aceitaram as futuras condições de contrato para atuarem no Rio de Janeiro. Os 3 porém dependem das negociações com os investidores interessados.

O clima é tenso e de angústia. Os contratos dos jogadores e da comissão técnica foram encerrados em 31 de maio e ainda não foram renovados.

Furnas, empresa de geração e transmissão de energia e com sede no Rio de Janeiro, é uma das alternativas para salvar o projeto.

Representantes do RJX tentam convencer a empresa a investir no vôlei. A tarefa não tem sido  fácil, mas Furnas é uma das poucas esperanças.

A comissão técnica se preocupa. A maioria dos adversários já se apresentou. O RJX está parado.