Blog do Bruno Voloch

Arquivo : maio 2014

Alívio e reação moral
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Bruno Voloch

O Brasil amenizou em parte a frustração.

Era o mínimo.

Eliminada das semifinais da Montreux Volley Masters, a seleção irá lutar pelo quinto lugar.

O direito foi assegurado após a vitória por 3 a 0 diante da República Dominicana, com parciais de 27/25, 25/16 e 27/25.

A novidade na escalação do time titular foi a presença de Monique na saída de rede. A atacante não decepcionou e acabou como a maior pontuadora em quadra com 21 acertos.

Quem também finalmente teve a chance de jogar foi Jaqueline. A jogadora participou do segundo e terceiro sets. Ainda muito distante do condicionamento físico ideal, Jaque melhorou o sistema de recepção da seleção e fez 12 pontos, todos de ataque. Desempenho satisfatório.

Gabi, por exemplo, atuou os 3 sets e marcou 11.

Atendendo a pedidos, Ana Tiemi foi usada, mas apenas nas inversões. A levantadora segue esperando um oportunidade de verdade. Justa por sinal.

A seleção, verdade seja dita, venceu principalmente pelo aproveitamento no ataque. A República Dominicana fez jogo duro boa parte da partida, sacou e bloqueou mais que o Brasil.

Adenízia e Carol foram idênticas.

Brasil e Japão decidem o quinto lugar e República Dominicana será sétima colocada, com a Suíça em último.

 

 

 


Troco na mesma moeda
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Bruno Voloch

Muita gente se iludiu.

A gente alertava e escrevia após o primeiro jogo entre Brasil e Polônia que o resultado tinha sido mentiroso. Os 3 a 0 não mostraram a realidade vista em quadra.

Eis que no segundo encontro entre as duas seleções, a Polônia trouxe a verdade dos fatos de volta. Os poloneses não só venceram, como devolveram os 3 a 0.

Bernardinho se viu ‘obrigado’ a manter Chupita entre os titulares, manteve Theo de oposto e inovou escalando Gustavão na vaga de Sidão no meio. Murilo, estranhamente, foi poupado.

Diferente do que se imaginava, a Polônia não se abateu com a derrota no dia anterior e foi extremamente agressiva. O saque fez a diferença e foi o fundamento determinante. Enquanto o Brasil abusava dos erros e sacava apenas taticamente, os adversários ‘sentavam a mão’ no saque e destruíam nosso passe. O Brasil saiu de quadra zerado, contra 6 pontos da Polônia.

Lipe não brilhou como na véspera, mas não dá para jogar na conta do atacante a derrota. Muito menos de Gustavão que fazia sua estreia na seleção adulta.

Lucarelli e Lucão foram os mais equilibrados, mas nossos opostos não vingaram. Nem Theo, nem Vissoto.

Buszek do outro lado fazia 16 pontos na mesma função.

É um período de testes ?

Sim.

3 derrotas em 4 jogos e apenas 3 pontos somados dentro de casa refletem a mediocridade da campanha brasileira.

E assim caminha o Brasil em ano de mundial.

Haja paciência de Bernardinho.

O Brasil não evoluiu e voltou a ser a mesmo das derrotas para a Itália há uma semana.

A esperança é que a seleção masculina sempre se caracterizou em responder nos momentos mais adversos e de dificuldades sob comando de Bernardinho.

Verdade. Boa época.

Saudades dos tempos em que a seleção tinha padrão de jogo, confiança e era respeitada.

Saudades dos tempos em que a seleção tinha um time titular definido e jogadores no banco capazes de mudar o resultado de um jogo.

Saudades dos tempos em que jogavam os melhores …

Aliás, Rapha ficou novamente no banco, fez seu papel tradicional e cansativo de entrar nas inversões e ganhou oportunidade quando o time perdia por 2 a 0, ou seja, sempre no sufoco.

 


Peças de reposição
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Bruno Voloch

Deu a lógica.

A Rússia não levou 52 pontos, venceu a Suíça por 3 a 0 e confirmou a classificação para as semifinais da Montreux Volley Masters.

O resultado elimina e deixa a seleção brasileira de fora da segunda fase do torneio pela primeira vez na história.

China e Rússia avançam.

Se o torneio era teste, o Brasil não aprovou e se não aprovou algumas peças não funcionaram.

José Roberto Guimarães fez poucas experiências na prática e talvez o convívio no dia a dia de treinamentos tenha sido mais conclusivo para a comissão técnica.

O fato de não contar com 4 titulares absolutas, Sheilla, Thaísa, Fabiana e Garay, tem um relativo peso, mas não serve como desculpa, afinal ganhamos no ano passado com a seleção B a mesma competição.

A cobrança por resultados e títulos é natural e não existe exagero. O que existe é uma diferença muito grande em se destacar na superliga e jogar internacionalmente, casos de Carol, Andreia e Monique, por exemplo.

Evidente que a eliminação precoce não estava nos planos e o técnico perdeu no mínimo 2 jogos para observação

A expectativa era ver Jaqueline em ação. O ideal seria ver Ana Tiemi em quadra, mas ambas quase não jogaram.

O desempenho da seleção na Suíça foi ruim, abaixo da média e muita coisa precisa ser trabalhada. Muita coisa porém irá mudar em breve com a chegada das ‘intocáveis’.

Além do fracasso individual de algumas peças, chamou atenção a fragilidade do sistema de recepção da seleção e os altos e baixos de Natália e Gabi, ponteiras titulares na Suíça, e nomes certos para o mundial da Itália.

O Brasil B dessa vez naufragou e ficou devendo.

 

 


Peso da camisa e frustração
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Bruno Voloch

A derrota para a Rússia por 3 a  2, deve deixar o Brasil pelo caminho na Montreux Volley Masters.

Embora participe da competição sem 4 titulares, a seleção tinha obrigação de estar entre os semifinalistas, especialmente pelo nível técnico dos adversários.

Peso e frustração.

Jogar em clube é diferente de atuar pela seleção. No vôlei não é diferente.

Carol decepcionou e foi a bola da vez. Se foi bem contra a ‘poderosa’ Suíça e mostrou qualidades diante da boa China, a Rússia mostrou a realidade para Carol.

A expectativa criada foi acima da média e a atleta, baixa para a posição e os padrões internacionais, não rendeu o esperado.

Era natural, assim como as cobranças, afinal, para quem tem o discurso ensaiado e se considera no ponto, sair de quadra com 5 míseros pontos em 5 sets e apenas 2 de bloqueio, é frustrante.

A Rússia não é a Suíça.

Natália, ainda vivendo de altos e baixos, fez seu melhor jogo na Montreux. Ninguém na seleção colocou mais bolas no chão do que Gabi, outra que oscila demais no passe.

A líbero Camila Brait fica sobrecarregada, mas poderia ter ido melhor na Suíça.

A ausência de Tandara no quinto set pode ter dito um peso considerável na derrota, mas não daria para cravar que com a jogadora em quadra o Brasil ganharia o tie-break.

Quem veio do banco pouco pode fazer, caso de Monique que entrou fria na vaga de Tandara contundida e ainda assim somou 3 pontos.

Aliás, e a japa Zé ?

Por que Ana Tiemi não jogou a competição ?

Se a Montreux era para testes, faltou ver a japa em ação.

 

 

 

 


50% de coragem
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Bruno Voloch

Bernardinho reagiu. Enfim.

O filme parecia o mesmo daquela da semana passada. O início da seleção brasileira contra a Polônia foi desastroso e a derrota no primeiro set parecia inevitável.

O técnico agiu rápido.

Colocou Chupita em quadra no lugar de Murilo, até então zerado. O jogador não só mudou o set como a cara do jogo.

Chupita tem suas limitações técnicas, está voando fisicamente e contagiou os companheiros em quadra.

Murilo se viu obrigado a assistir o Brasil vencer por 3 a 0 do banco de reservas. E não dá mesmo para reclamar.

O que se viu foi um enorme avanço em se tratando da ‘família’ Bernardinho.

Seria um absurdo e uma gigantesca injustiça não ver Chupita como titular na segunda partida.

Rapha novamente entrou muito bem e foi aproveitado nos 3 sets. O ideal seria ganhar uma oportunidade de saída e não só entrar para entrar na inversão e apagar ‘incêndio’ muitas das vezes deixado pelo atual titular.

O caso porém é delicado e dificilmente será revertido

Apesar do resultado de 3 a 0, o placar foi mentiroso e não deve trazer ilusões. Deve sim é trazer tranquilidade e um certo alívio.

Lucarelli e Lucão melhoraram consideravelmente em relação aos confrontos contra a Itália. Ao lado de Chupita, os 3 foram os melhores da seleção.


Troca de levantadoras
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Bruno Voloch

Confirmados para a próxima edição da superliga, Rio do Sul e Maranhão seguem contratando.

O fim do time de Campinas deixou o mercado aberto e com opções relativamente interessantes.

Chicão, técnico do Maranhão, liberou a levantadora argentina Castiglione e trouxe a habilidosa Ana Maria, ex-Osasco.

A estrela maior do time será Mari Paraíba. Uma aposta bem interessante é Eli Paulino, que veio de Brasília. Se bem aproveitada, Larissa, outra ex-Osasco, pode dar bons frutos no meio.

Castiglione deixa o Maranhão mas segue no país. E de casa nova. Castiglione defenderá o Rio do Sul, de Spencer Lee.

Com orçamento enxuto, o treinador contará no elenco com Renata e Duda, que jogaram no extinto Barueri. Neneca volta ao clube após passagem apagada pelo Sesi e Elis chega de São Bernardo.

 

 

 


Bola dentro do Praia Clube
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Bruno Voloch

Ju Costa é o mais novo reforço do Praia Clube.

Reforço na acepção da palavra.

Apesar dos problemas físicos, a jogadora não teve oportunidades no Sesi e foi mal aproveitada.

Ju porém terá que mostrar bola. A concorrência será grande.

Tandara na saída e Daymi e Sassá nas pontas chegam para ser titulares. A ex-jogadora do Sesi terá que brigar pelo seu espaço.

Bola não falta.

Ricardo Picinin ganha uma ótima opção.

 

 


Montreux de testes, mas Tandara não pode ser banco
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Bruno Voloch

5 sets, vitória por 3 a 2 contra a China pela segunda rodada da Montreux Volley Masters e algumas constatações interessantes.

O jogo contra a Suíça de fato não serviu como parâmetro para rigorosamente nada. Zero.

A China, assim como o Brasil, estava sem as principais jogadoras, mas exigiu um pouco mais da seleção brasileira, também com algumas reservas e sem a levantadora titular.

Apesar do equilíbrio, o jogo esteve longe de ser brilhante tecnicamente. O sistema de recepção das suas seleções apresentou incrível vulnerabilidade. Sofremos nas mãos de Natália, alvo predileto das chinesas. Gabi também foi mal e deixou a desejar no fundamento.

As falhas no passe quase custaram a vitória brasileira.

Se Tandara jogasse desde o início, certamente a seleção não precisaria do tie-break para vencer. A diferença dela para Andreia no ataque é brutal, sem termos de comparação. Andreia é, se tanto, boa opção de bloqueio na inversão.

Tandara jogou menos tempo, 2 sets e pontuou mais. A conclusão é que passamos sufoco desnecessariamente.

É compreensível que Zé Roberto use a competição como teste, mas livre do passe, Tandara não pode ficar fora desse time. Não desse time que está na Suíça.

E se Ana Tiemi precisa ser testada, por que afinal ficou fora do jogo ?

Entendo que a comissão técnica possa estar fazendo rodízio, mas Dani Lins está pronta, é titular absoluta e jogar ou não a Montreux não faz diferença alguma.

Fabíola sim, é outra que deveria atuar.

O lado interessante dos números foi constatar que todas as jogadoras fizeram mais de 10 pontos, ou seja, o Brasil mostrou uma boa variação de ataque e jogo coletivo.

A instável Natália foi a maior pontuadora, mas ninguém jogou mais que Carol.

A jogadora da Unilever mostrou personalidade, teve ótimo aproveitamento no bloqueio e ganhando espaço.

É cedo porém para dizer se vai vingar. Calada e avessa às redes sócias e principalmente mídia, Carol está no caminho e pronta para ser cobrada. Até aqui tem correspondido.

Em tempo: completando a segunda rodada, a Alemanha fez 3 a 0 na República Dominicana e os Estados Unidos ganharam do Japão pelo mesmo placar.

 

 

 


Ivna, versão 2014
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Bruno Voloch

Ela está de volta ao Osasco.

Vice-campeã brasileira pelo Sesi, Ivna Marra será anunciada oficialmente em breve como novo reforço da equipe paulista.

De férias em Minas Gerais, Ivna falou rapidamente ao blog da felicidade em vestir novamente a camisa de um time grande:

‘Sei o que é jogar por Osasco. Fui campeã paulista, queria jogar mais e aquele grupo me marcou muito. No Sesi também e justamente o trabalho que fiz por lá chamou atenção da comissão técnica de Osasco.’

Ivna assume que a chegada de Dani Lins foi determinante para a decisão de se transferir para Osasco:

‘Admiro muito a Dani. Ela me ajudou muito, ensinou, temos ótimo entrosamento e cresci de jogo. Foi determinante para a minha decisão’.

O clube trouxe Mari e a cubana Kenia Carcaces. Luizomar de Moura mira ainda mais uma atacante estrangeira.

A concorrência porém não assusta Ivna:

‘Comecei minha carreira no Minas e atuei anos como ponteira passadora. Não me assusta em nada. Fui contratada como oposta, mas se for para ajudar Osasco jogo em qualquer posição’.

Ivna sempre figurou nas categorias da seleção brasileira. Foram 3 anos de Minas, uma passagem rápida pelo Pinheiros, até chegar ao Osasco pela primeira vez em 2011.

A jogadora foi pouco utilizada e não se firmou nas duas temporadas que jogou sob comando de Luizomar de Moura.

A transferência para o Sesi foi positiva. Ivna cresceu, amadureceu profissionalmente e ganhou experiência.

Aos 24 anos, ela volta em nova versão e sonhando com o título de campeã brasileira:

‘Osasco é uma equipe tradicional e sei que vou disputar títulos’.

Ivna tinha propostas do exterior, mas preferiu permanecer no país e olhando para 2016:

‘Aqui tenho maior visibilidade e quem sabe tenha uma oportunidade de jogar a olimpíada em 2016’.

 

 

 


Ainda longe do Brasil
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Bruno Voloch

Margareta Kozuch foi uma das atrações da abertura da Montreux Volley Masters na Suíça.

Apesar da derrota da Alemanha de virada para os Estados Unidos por 3 a 1, a jogadora acabou como maior pontuadora e 18 pontos.

O blog apurou que Kozuch está longe de desfilar seu talento no Brasil.

A atacante alemã ainda não recebeu nenhuma proposta oficial do clube paulista.

Kozuch quer atuar no país, soube do interesse pela mídia, mas de concreto não existe rigorosamente nada.