Blog do Bruno Voloch

Arquivo : agosto 2013

Sheilla, dois sets e a escolha de Terzic
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Bruno Voloch

Um novo 3 a 0 deixa a seleção brasileira muito perto do título do Grand Prix.

Título esse que poderia ter vindo de maneira antecipada com a improvável vitória do Japão diante da China. O placar de 3 a 2 a favor das chinesas porém permite a seleção brasileira até perder o jogo no tie-break na última rodada que mesmo assim garante o campeonato.

Melhor assim e Brasil e China, as duas melhores seleções da competição, decidem o Grand Prix no domingo.

Contra a Sérvia, apesar dos elogios ao desempenho das europeias no primeiro set, a seleção brasileira teve seu trabalho facilitado pela escolha do técnico Terzic em escalar um time reserva. Se a equipe titular, muito mais credenciada, teria sérias dificuldades para vencer, as suplentes não iriam muito longe e foi justamente o que aconteceu.

Seria até compreensível a justificativa de poupar as titulares em função do campeonato europeu que começa no meio da semana que vem, mas a Sérvia tinha chances de título e jogou fora uma boa possibilidade de escrever seu nome na história do Grand Prix.

Terzic não pensou assim e deixou de fora simplesmente Brakocevic, Mihajlovic, Ognjenovic, Rasic, Krsmanovic e Cebic.

Despreparada para jogar contra o time reserve da Sérvia, a seleção brasileira encontrou alguns problemas de marcação no primeiro set, mas depois entrou no jogo naturalmente.

Nossa recepção ainda segue instável, mas o bloqueio e o ataque fizeram toda a diferença.

Sheilla fez seu melhor jogo no Grand Prix, Thaísa manteve a regularidade habitual, assim como Gabi. Bjelica chamou atenção pelo nível técnico do lado da Sérvia.


William, levantador do Cruzeiro, detona nova regra: ”Cagaram com o vôlei”
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Bruno Voloch

A democracia impera no Sada/Cruzeiro.

A boa e tranquila vitória na estreia do campeonato mineiro diante de Juiz de Fora ficou em segundo plano. Atual vice-campeão brasileiro, o Cruzeiro fez 3 a 0 e confirmou o favoritismo.

O regulamento da competição prevê os sets disputados em 21 pontos. A nova regra desagradou em cheio aos jogadores e a comissão técnica do Cruzeiro.

Marcelo Mendez, técnico do time, que já havia criticado publicamente a TV Globo, voltou a ironizar o novo sistema.

O levantador do time William foi além via Twitter:

“Cagaram com o vôlei. Deveria cortar o preço das entradas pela metade! As pessoas vão demorar mais pra chegar e entrar no ginásio do que a partida em si! Terrível.”

A regra será usada na Superliga temporada 2013/14.

 


Sem Eike, RJX troca identidade, fica sem verba e perde Maracanãzinho
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Bruno Voloch

Atual campeão brasileiro, o RJX vai trocar de identidade para a temporada 2013/14.

O nome do time não terá mais a marca da empresa OGX, de Eike Batista. A tendência é que o clube se chame RJ Esportes.

O Tijuca Tênis Clube será um dos novos parceiros do RJ Esportes. O time já está treinando no local, zona norte da cidade, e o ginásio irá receber a maioria dos jogos da equipe na superliga.

Como o Maracanãzinho pertence a um consórcio liderado pela Odebrecht e não mais a Prefeitura do Rio de Janeiro, o clube ficou sem casa e optou em se juntar ao Tijuca.

O ginásio só seria usado em jogos decisivos da competição e por exigência da TV Globo se a mesma tiver interesse na transmissão da partida.

A expectativa é de que no início de setembro aconteça a apresentação oficial do elenco.

O RJX perdeu Lucão, Dante e Théo por questões financeiras.

Bruninho, Leandro Vissoto, Maurício Souza, Thiago Alves e Mario Jr. estão apalavrados, mas ainda não assinaram contrato. A verba será reduzida em mais de 50%.


Brasil se rende ao óbvio, a China, de Zhu e trio poderoso da Sérvia
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Bruno Voloch

Após 3 rodadas disputadas da fase final do Grand Prix, apenas Brasil, China e Sérvia lutam pelo título de 2013. Japão, Itália e Estados Unidos estão eliminados com duas rodadas de antecedência.

A seleção norte-americana talvez tenha sido a grande decepção. Se esperava muito mais do time comandado por Kiraly. Apesar dos vários desfalques e sem contar com a força máxima, os Estados Unidos decepcionaram e caíram com extrema facilidade para Brasil, Sérvia e China.

A China por sinal é a única seleção invicta na competição desde a fase de classificação. Thin Zhu, camisa 2 da equipe, chama atenção pela habilidade e força física. A China tem um elenco renovado, time alto e que joga ainda com muita velocidade.

A Sérvia é uma grata surpresa. O trio formado por Brakocevic, Mihajlovic e Milena Rasic é o ponto forte do time. É um time forte fisicamente, mas sem muita tradição, o que pode complicar na hora da decisão.

O Brasil continua favorito. José Roberto Guimarães deu oportunidade para as mais jovens no começo da competição, mas agora optou pela segurança, fez o óbvio e deixou para usar o que a seleção tem de melhor na fase final do Grand Prix. A escalação de Sheilla como titular contra a Itália é o maior exemplo.

Thaísa e Gabi seguem sendo as melhores e mais regulares jogadoras da seleção. Impressiona também a boa e interminável fase de Fabi no fundo de quadra.


Briga sem fim
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Bruno Voloch

Toda semana é uma novidade e as manchetes ganhas as páginas dos jornais, revistas e sites espalhados pelo Brasil.

Acabei me rendendo ao inevitável.

Lembro que no início de 2012, janeiro mais precisamente, dei a notícia da separação do casal. Como de praxe nesses casos, Giba negou publicamente a informação. Pirv se manteve mais cautelosa.

http://blogdobrunovoloch.blogosfera.uol.com.br/2012/01/24/apos-9-anos-chega-ao-fim-o-casamento-de-giba-e-cristina-pirv/

O tempo, como sempre, se encarregou de deixar as coisas claras.

Lamentável sob todos os aspectos a batalha judicial que se tornou o divórcio entre Giba e Pirv.

Não se discute que tem razão.

Cada um defende seus interesses e alega estar do lado da verdade.

Triste porém é ver um ídolo e ícone do esporte brasileiro ter sua vida íntima discutida publicamente e ser acusado pela ex-mulher de traição. Giba era uma referência.

Pirv também tem uma bonita história e serviços prestados ao vôlei brasileiro.

O bom senso dificilmente irá prevalecer.

O extremo da situação é constatar que nem as medalhas olímpicas, conquistadas pelo atleta, escaparam da partilha. Isso sem esquecer da possibilidade da prisão de Giba por não-pagamento de pensão.

Uma baixaria sem fim.

 

 


Luxemburgo erra e não é o único culpado no Fluminense
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Bruno Voloch

Vanderlei Luxemburgo está errado.

O técnico tentou tirar a responsabilidade dos jogadores e assumiu publicamente a culpa pela eliminação do Fluminense na Copa do Brasil.

‘Não podemos culpar os meninos. A culpa é minha’. Em parte sim, Luxemburgo, afinal você escala e treina o time. Recheado de garotos, casos de Igor, Eduardo e Biro Biro, o Fluminense caiu diante do Goiás e viu acabar as esperanças de título em 2013.

Luiz Flavio de Oliveira, árbitro do jogo, está longe de ser o vilão do fracasso na Copa do Brasil. Jogar nas costas da arbitragem a eliminação é fugir da realidade.

Fluminense já tinha achado o resultado no Maracanã na semana passada e só não chegou no Serra Dourada precisando vencer porque Walter errou um pênalti no Rio. O Goiás foi muito mais time nos dois confrontos e Enderson  Moreira tem nas mãos um equipe no mínimo mais leve e organizada taticamente. Fato.

Se não existia mais confiança no trabalho de Abel, a diretoria achou por bem mudar o treinador. Hoje a coisa segue rigorosamente no mesmo patamar. Luxemburgo ainda não conseguiu dar padrão ao time, não tem os 11 titulares definidos e briga contra as deficiências do elenco.

Por sinal, essa mesma diretoria, com Rodrigo Caetano e Sandrão, disse que o elenco era forte o suficiente, que se manteria mesmo com as saídas de Wellington Nem e Thiago Neves e que não precisava de reforços.

Nesse caso, Luxemburgo está errado. A responsabilidade é de todos, inclusive e principalmente daqueles que dirigem o futebol do clube.

 


Fenômeno Gabi desequilibra contra o Japão
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Bruno Voloch

Ninguém jogou mais bola do que Gabi na segunda partida da seleção na fase final do Grand Prix. A seleção fez 3 a o no Japão, lidera com 6 pontos e confirma o crescimento na competição.

Impressiona a cada jogo a personalidade dessa menina de apenas 19 anos. Diante do Japão, Gabi parecia uma veterana em quadra, foi a jogadora de segurança de Dani Lins e virou praticamente todas as bolas que recebeu.

José Roberto Guimarães repetiu a formação que fez 3 a 0 nos Estados Unidos mas foi obrigado a tirar Monique ainda no primeiro set para a entrada de Sheilla. Monique, assim como na partida anterior, foi tímida, sentiu a pressão e não rendeu. Sheilla entrou e não saiu mais. Sheilla porém, assim como as demais, foi apenas coadjuvante e Gabi a estrela principal.

Gabi fez 19 pontos.

A seleção porém teve muitas dificuldades com o saque do Japão e nosso sistema de recepção falhou em várias passagens, acima da média. Ebata e Saori eram as principais peças ofensivas das japonesas.

O Japão contou com o apoio da torcida, dominou parte dos dois primeiros sets, mas entregou como de costume. Pesou a tradição e a camisa da seleção.

Não dá para deixar de enaltecer o bom desempenho do bloqueio brasileiro, 14 pontos, mas quem desequilibrou o jogo foi Gabi.

Um autêntico fenômeno aos 19 anos de idade e ‘apenas’ 1,76 de altura.

 


Botafogo supera golpe e sai fortalecido do Horto
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Bruno Voloch

O Botafogo jogou 45 minutos, se superou diante do Atlético-MG e segue vivo na Copa do Brasil.

Apático e sem vibração, o time foi acuado no primeiro tempo, pressionado pelo adversário e saiu de para o intervalo merecidamente em desvantagem.

A mudança foi simples no intervalo. O Botafogo se encheu de coragem e voltou jogando bola. O time novamente mostrou personalidade e foi buscar o empate em duas oportunidades.

Diante do recente retrospecto do Atlético no Horto, a classificação precisa ser valorizada.

Eliminar o atual campeão da libertadores não é fácil. O Botafogo sai fortalecido e com moral.

Rafael Marques e Julio Cesar, especialmente pelo segundo tempo, foram os melhores. Edilson deixou a desejar na lateral e é motivo de preocupação. Alex é apenas esforçado e não rende o mesmo que Vitinho.

A equipe mostrou ser forte emocionalmente e não se deixou abalar pelas notícias extracampo. Por sinal, seria demais encontrar na saída de Vitinho uma possível justificativa para eliminação.

Vitinho é muito pequeno diante da grandeza do Botafogo.

O Botafogo

 

 


A torcida e a verdadeira casa do Flamengo
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Bruno Voloch

A classificação para as quartas de final da Copa do Brasil deixa duas lições básicas para a diretoria do Flamengo.

A verdadeira casa do time é e será sempre o Maracanã. Bastou agir com bom senso e colocar preços razoavelmente compatíveis com o bolso do torcedor para encher finalmente o estádio. E assim foi.

Apoiado por mais de 50 mil pessoas, a equipe se superou dentro de campo e arrancou uma vitória dramática contra o Cruzeiro. O Flamengo certamente não foi brilhante, mas atuou com muita disposição e os jogadores foram contagiados pelo clima que das arquibancadas, ou melhor, das cadeiras.

Mano Menezes mudou novamente a escalação mas teve o mérito de jamais deixar de atacar o adversário os 90 minutos. O Cruzeiro foi covarde, não quis jogar e apostou no empate para seguir na competição. No fim acabou sendo duramente castigado no gol do iluminado Elias.

Não me recordo honestamente de nenhuma defesa de Felipe no jogo tirando um lance isolado no fim do primeiro tempo.

Brasília pode ser interessante financeiramente, mas a relação da torcida do Flamengo com o time só é a mesma no insuperável Maracanã.

A equipe precisava do apoio dos torcedores e foi correspondida.

A verdadeira magia está de volta.

 


Atuação irretocável
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Bruno Voloch

Irretocável.

Assim foi a atuação da seleção brasileira diante dos Estados Unidos na abertura da fase final do Grand Prix. Placar inesperado, mas resultado absolutamente justo e merecido.

3 a 0 incontestável.

O Brasil atuou com a base campeã olímpica, mostrou muita personalidade, foi agressivo e concentrado do início ao fim da partida.

Fernanda Garay, como sempre, foi a melhor jogadora da seleção em quadra. Thaísa jogou muito bem. Gabi rendeu mais que Monique, ainda tímida em determinadas passagens. Dani Lins não teve trabalho e jogou basicamente com o passe não mão o jogo inteiro. Fabi apresentou a  segurança habitual no fundo de quadra.

Os Estados Unidos decepcionaram e não conseguiram jogar. Se esperava muito mais das norte-americanas apesar de não contar com as principais jogadoras. Nicole Fawcett, que não começou jogando, talvez tenha sido a mais efetiva.

O Brasil deixou ótima impressão contra os Estados Unidos.

É cedo, ainda temos Japão, China, Itália e Sérvia pela frente, mas o aproveitamento na primeira partida da fase final, nos fez lembrar de longe a seleção bicampeã olímpica.