Blog do Bruno Voloch

Arquivo : março 2014

Osasco receberá convite e será confirmado no mundial de clubes na Suíça
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Bruno Voloch

Conforme o blog havia antecipado, Osasco será convidado e um dos representantes do Brasil no campeonato mundial de clubes.

A FIVB, Federação Internacional de Vôlei, irá se pronunciar em breve de maneira oficial.

Ary Graça mostrou prestígio e poder, uma vez que a escolha teve participação direta do presidente da entidade.

O Volero, equipe local, também votou a favor da inclusão do clube brasileiro.

A competição será jogada em Zurique, na Suíça, entre 6 e 11 de maio.

O evento reserva ainda mais um convite.

Vakifbank, atual campeão mundial, e Rabita Baku, do Azerbaijão, são os times mais cotados para estarem no mundial.

O Sesi, campeão sul-americano, e o Dínamo Kazan, campeão da Champions League, estão classificados.

 


Ricardinho busca Leandro Vissoto
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Bruno Voloch

Na iminência de perder Lorena para Taubaté, Ricardinho, presidente do time de Maringá, já começa a procurar um substituto para o jogador.

O nome escolhido para a posição de oposto é o de Leandro Vissoto.

O atleta teve uma passagem frustrante pelo vôlei do Rio de Janeiro, teve que abandonar o projeto por causa de problemas financeiros e está jogando atualmente na Coreia.

Vissoto defende o Suwon Kepco 45 e já foi procurado por Ricardinho.

O contrato termina em maio.

Maringá, que foi eliminado pelo Cruzeiro nas oitavas de final da superliga, renovou com Horacio Dileo. O técnico argentino, que se demitiu do Minas no meio do campeonato, comandou o time em apenas 4 jogos.


Modena, de Bruno Rezende, passa pelo Trentino e é semifinalista na Itália
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Bruno Voloch

O Modena, de Bruno Rezende, está na semifinal do campeonato italiano.

Depois de vencer a primeira partida por 3 a 0 fora de casa, o Modena, ganhou de 3 a 1 do Trentino diante da torcida, fez 2 a 0 na série e segue vivo na briga pelo título.

O levantador da seleção brasileira atuou os 4 sets e fez 2 pontos.

O atacante Sokolov do Trentino terminou o jogo como maior pontuador e 22 acertos.

Na semifinal, o Modena enfrentará o Macerata, primeiro colocado na fase de classificação e que eliminou o Verona também em 2 jogos.

Do outro lado, Piacenza e Perugia lutam para chegar a final.

O Macerata, de Ivan Zaytsev, por ter feito melhor campanha, jogará 3 das 5 partidas previstas em casa. A primeira acontecerá no domingo, dia 6.

O Piacenza leva a mesma vantagem contra o Perugia.

 

 


Sada/Cruzeiro se pronuncia; Sada/Cruzeiro morde e assopra
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Bruno Voloch

Inteligente e acima de tudo política a nota oficial do Sada/Cruzeiro sobre a criação de uma liga independente.

Medioli jamais iria admitir publicamente a insatisfação dele e dos demais clubes em relação a parceria com a Globo, atual detentora dos direitos de transmissão. Não agora.

O Cruzeiro está na decisão da superliga e Belo Horizonte irá sediar o mundial de clubes em maio. Portanto não seria razoável ‘brigar’ nesse momento.

O blog porém tem informações de gente ligada ao clube mineiro de que o descontentamento é real.

Os clubes, liderados sim pelo Sada, pretendem isolar a CBV e criar uma liga nos mesmos moldes que a NBB trabalha no basquete.

Se a associação vingar, a intenção é não ficar nas mãos da Globo, oferecer o produto e abrir a possibilidade de novas frentes.

É aí que aparece com força a Record, pela ligação direta com Medioli.

 

 


Em nota oficial, Sada confirma criação de liga e evita atrito com Globo
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Bruno Voloch

O blog recebeu na noite de ontem um comunicado oficial do presidente do Sada/Cruzeiro, Vittorio Medioli.

Segue a íntegra:

Na última quinta-feira, 27/03, a CBV convocou uma reunião com os dirigentes dos clubes da Superliga Masculina e Feminina, para apresentar o novo superintendente geral da entidade, Neuri Barbieri. Foi apresentada uma nova linha de atuação, pautada na “transparência”, além da necessidade de auditorias em decorrência de notícias divulgadas nas últimas semanas pela imprensa.

Frente às denúncias que abalaram a diretoria da CBV e levaram à mudança de seu principal executivo, o novo superintendente apresentou propostas para garantir a sustentabilidade da próxima Superliga, ameaçada de perder mais três participantes no masculino e cair assim para 9/10 clubes. O novo dirigente também ouviu dos clubes sugestões para o marketing da competição.

Após essa reunião com a CBV, no mesmo endereço foi realizada uma reunião restrita aos dirigentes de todos os clubes presentes (12 clubes) que decidiram, por unanimidade, “dar vida a uma Associação” que possa contribuir com melhorias setoriais.

Um dos pontos propostos pelo Sada Cruzeiro é reforçar a figura do “clube formador” de atletas e possibilitar apenas ao clube formador o acesso às competições. Obviamente, concedendo-se aos clubes um prazo compatível para se adequar e criar suas escolas.

Não existe e nunca existiu qualquer disposição em confrontar com rede de televisão. Ao contrário, queremos é estreitar a parceria para o desenvolvimento dessa modalidade olímpica que tantas satisfações deu ao povo brasileiro.

O Sada Cruzeiro, provavelmente em decorrência de seus recentes sucessos nos torneios que disputou nos últimos anos, e como detentor do título Mundial de Clubes 2013, é visto naturalmente com respeito e como exemplo, sendo chamado nesse momento em que se almeja uma renovação e um fortalecimento.

Manifestamos que não existe qualquer intenção de liderar um movimento ou associação, apenas fortalecer a Superliga e apoiar a formação de jovens atletas.

O Sada Vôlei nasceu, em 2006, de uma decisão da Fundação Medioli, que tem em seu estatuto a finalidade de amparar crianças e jovens carentes. Com grande esforço, temos hoje em nossas escolinhas e projetos sociais, mais de 700 alunos. Desses, três infanto-juvenis e cinco juvenis já despontaram para as seleções brasileiras de base.

O que nós apoiamos é um vôlei sustentável e fortalecido na sua mais nobre finalidade. Para isso, pedimos a atenção dos entes públicos e dos maiores patrocinadores, convidando mais interessados a patrocinar essa louvável atividade.

Vittorio Medioli, Presidente – Sada Cruzeiro Vôlei

 

 


Fernanda Garay é campeã da Copa CEV e ganha primeiro título pelo Fenerbahçe
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Bruno Voloch

Na primeira temporada no vôlei europeu, Fernanda Garay escreveu seu nome na história do Fenernbahçe.

O time sagrou-se campeão da Copa CEV, segundo torneio mais importante da Europa, ao derrotar em casa o Uralochka, da Rússia, por 3 a 0.

O título inédit0 apagou a frustração da temp0rada passada quando o Fenerbahçe amargou o vice-campeonato.

A coreana Y. K. Kim foi novamente a maior pontuadora e destaque da partida com 16 pontos.

Kim já havia sido eleita a melhor em quadra na primeira partida da final jogada na Rússia e vencida pelo Fener por 3 a 2 no meio da semana passada.

Fernanda Garay é uma das jogadoras brasileiras mais valorizadas na atualidade. Apesar de negar recentemente, Garay tem propostas para jogar no Dínamo Krasnodar da Rússia e só vai definir seu futuro quando terminar o campeonato turco.

 


O brilho de Monique e vitória da bola contra a malandragem
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Bruno Voloch

Monique deu sobrevida ao Praia Clube na Superliga.

A oposta de Uberlândia arrebentou com a partida, gastou a bola e foi fundamental na vitória do time por 3 sets a 1. O Praia devolve o placar do primeiro jogo e merecidamente terá o direito de jogar o terceiro jogo em São Paulo.

Conhecendo o histórico do Sesi era fácil prever que o time paulista dificilmente resistiria ao Praia jogando em casa e com o apoio da torcida. Não deu outra.

Fabiana com 19 pontos foi a única que escapou. Dani Lins jogou muito abaixo da média e as atacantes decepcionaram, especialmente Ivna, que vinha brilhando nos últimos jogos. Dayse, Suelle e Pri Daroit não compareceram.

Bia fez muita falta.

O Praia foi muito mais time. Além de Monique ter desequilibrado, Natália virou bolas decisivas no quarto set, Mayhara teve ótimo aproveitamento no bloqueio e até Mari mostrou relativa evolução. Relativa apenas, sem entusiasmar.

A levantadora Juliana, apesar de pressionada pelo péssimo jogo em São Paulo, reagiu e mostrou personalidade.

O Praia teve muita coragem, foi mais agressivo, não tinha bola perdida e fez o jogo da vida.

O Sesi entrou em quadra para mais um jogo e cauteloso demais. Algumas jogadoras sentiram nitidamente a pressão. Quando quis jogar, era tarde.

No fim, ainda acabou pagando pelo excesso de malandragem do técnico Talmo. O treinador já tinha usado os dois tempos e paralisou a partida sabendo que não teria o direito de conversar com as jogadoras novamente. Atitude feia, desnecessária e usada com certa frequência por boa parte dos técnicos.

Devidamente alertado por Spencer Lee, o árbitro puniu o Sesi com cartão amarelo e pela reincidência com vermelho em seguida.

Castigo merecido e vigésimo primeiro ponto atípico

Prevaleceu o ‘sorriso amarelo’ e o time que efetivamente se propôs a jogar bola.

 

 


Wallace matou a charada: ‘Não time igual na Superliga’
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Bruno Voloch

Wallace resumiu bem ao fim do confronto com o Minas:

‘Não tem time igual na Superliga’.

Não mesmo.

O oposto do Cruzeiro tem toda razão. Não se trata de falta de humildade ou coisas do gênero como alguns torcedores rivais pode criticar. Wallace disse o óbvio. O Cruzeiro tem o melhor time do Brasil disparado e dificilmente deixará de ser campeão, independente de Sesi ou Campinas.

O cubano Leal comeu a bola, William esteve inspiradíssimo como de hábito e apesar de ter errad0 mais do que o adversário, o Cruzeiro venceu com sobras. Nem de longe o Minas conseguiu equilibrar a partida e ameaçar o Cruzeiro. O segundo jogo acabou sendo mais fácil e tranquilo do que o disputado em Contagem.

O Minas lutou, foi bravo, teve incentivo da torcida, mas reconhecidamente perdeu para o virtual campeão.

Picinin, técnico do Minas, afirmou que o Cruzeiro é hoje o melhor do mundo. Opinião discutível e que valoriza a queda na semifinal.

Wallace sim, esse tem toda razão.

Não tem time igual na Superliga.

 

 


Clubes articulam liga independente e ameaçam monopólio da Globo no vôlei
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Bruno Voloch

Insatisfeitos com o modelo atual de gestão do vôlei brasileiro, os principais clubes do país articulam a formação de uma liga independente.

O Sada/Cuzeiro, através do presidente Vittorio Medioli, é o líder do movimento.

A ACV, Associação de Clubes de Vôlei, cobra transparência nas negociações e menos ingerência da CBV. O objetivo é deixar entidade esvaziada e responsável somente pela arbitragem da competição.

Ricardo Navajas, supervisor de Taubaté, também faz parte da iniciativa.

A intenção é criar uma liga nos moldes da NBB, Novo Basquete Brasil, campeonato organizado com a chancela da CBB, Confederação Brasileira de Basquete e disputado desde 2008. O NBB conta com 18 times filiados.

Uma das exigências da ACV é dar maior visibilidade aos patrocinadores e que seus respectivos nomes sejam citados nas transmissões, não apenas as cidades que os clubes representem, modelo atual.

O recado é direto para a Globo (Sportv) atual detentora dos direitos de transmissão. Se a liga vingar, o contrato atual da CBV com a emissora perde valor.

Nesse caso, a Record, pela ótima relação de Medioli, passa a ser a opção número 1 no mercado.

 


O despertar de Kristin
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Bruno Voloch

Kristin Richards foi o nome da vitória de Campinas contra São Caetano.

Deu a lógica.

Por mais que as jogadoras e a comissão técnica de Campinas pregassem respeito ao adversário e chegassem até em falar em dificuldades, famoso discurso político, o que se viu dentro de quadra foi novamente uma disparidade técnica gigante.

Favorito destacado, o time de José Roberto Guimarães fez um novo 3 a 0 e se classificou com sobras para as semifinais da superliga.

A norte-americana Kristin marcou 17 pontos e talvez tenha feito um dos melhores jogos desde que foi contratada. Participativa, a jogadora quase não errou, rodou praticamente todas as bolas e pontuou em todos os fundamentos, ou seja, ataque, bloqueio e saque. Atuação promissora. Jogadora típica de crescer nos playoffs.

Rosamaria, que novamente substituiu Tandara, não comprometeu. Natália segue tímida.

O São Caetano deixa a superliga de cabeça erguida e com a certeza do dever cumprido. Com orçamento modesto e sem estrelas, Hairton Cabral classificou o time em sétimo lugar, deu trabalho aos grandes e foi além do esperado.