Blog do Bruno Voloch

Arquivo : abril 2014

Amil sinaliza com fim do projeto e time feminino de Campinas
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Bruno Voloch

Acabou.

A Amil, empresa que patrocinava o time feminino de Campinas, decidiu encerrar as atividades no esporte.

Coincidência ou não, na semana passada, José Roberto Guimarães havia anunciado seu desligamento do projeto para se dedicar exclusivamente à seleção.

Na ocasião, Paulo Coco foi apresentado como novo treinador.

Campinas caiu na semifinal da superliga para o Rio de Janeiro.

A Amil investiu cerca de R$ 20 milhões durante os dois anos de parceria. Jogadoras como Natália, Tandara e Walewska eram as estrelas do elenco.

A notícia pegou muita gente de surpresa.

Conforme o blog havia informado, Campinas buscava reforços também no exterior e chegou a sondar a japonesa Saori Kimura e norte-americana Christa Harmotto.

http://blogdobrunovoloch.blogosfera.uol.com.br/2014/04/20/campinas-negocia-com-saori-kimura-e-christa-harmotto/

Sassá e Monique, ex-Praia Clube, estavam apalavradas com Paulo Coco.

 

 

 


Cruzeiro mantém base e renova com time campeão brasileiro
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Bruno Voloch

Promessa é dívida.

O fanático torcedor do Cruzeiro pode ficar tranquilo e respirar aliviado.

O clube vai manter a base que conquistou todos os títulos que disputou na temporada.

A diretoria agiu com rapidez e acertou a renovação dos principais jogadores.

William, Wallace, Filipe, Éder e Leal permanecem para 2014/15. O central Isac tinha contrato de dois anos.

O técnico Marcelo Mendez tem compromisso firmado até 2016.

Os contratos apenas não foram assinados porque os compromissos atuais são válidos até o fim de maio.

O Cruzeiro esteve ameaçado de perder o oposto Wallace. O atleta recebeu várias propostas, algumas do exterior, mas vai seguir no clube.

O time, que venceu recentemente a superliga, se prepara e treina para a disputa do mundial de clubes. O torneio será jogado entre os dias 5 e 10 de maio em Belo Horizonte.

O Cruzeiro é o atual campeão.

 


Thaísa quebra silêncio e desabafa: ‘Feio para qualquer esporte’
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Bruno Voloch

‘É de desanimar. Feio para qualquer esporte’.

Assim Thaísa, bicampeã olímpica e titular absoluta da seleção brasileira, reagiu as cenas protagonizadas pelas jogadoras do Rio e do Sesi após o fim da partida que decidiu a superliga no domingo passado no Maracanãzinho.

Os times comemoraram juntos dentro de quadra e depois a festa terminou numa churrascaria.

Thaísa, como Sheilla, também usou as redes sociais para se manifestar. E não aliviou:

‘Faço das suas as minhas palavras @sheillacastro . E acrescento. É terrivel dentro do Brasil, uma(s)atleta(s) ser vaiada pela torcida q se diz “apaixonado pelo Vôlei BRASILEIRO”, tao apaixonada q xinga e vaia atletas q se dedicam com todas as suas forças pelo seu PAÍS. Que representam e mudaram a história do voleibol brasileiro com suas vitórias, suas conquistas!! O mínimo que todas nós merecemos eh respeito pelo q fizemos e faremos (se Deus quiser) pela nossa Pátria! Não peço jamais q torçam pelo meu time, cada um tem seu time de coração, porém respeito as atletas eh o mínimo q merecemos. Ate pq nunca me viram ou ouviram sair da minha boca algum tipo de falta de respeito com nenhuma atleta rival ou torcedor. Mas aos verdadeiros torcedores e verdadeiros amantes do volei brasileiro, OBRIGADA pelo carinho, pelo respeito e palavras de incentivo!!!! 🙂 vcs sim merecem nosso carinho e toda nossa dedicação em quadra, tanto no clube qnto pela seleção BRASILEIRA!’ 

A mensagem foi postada no instagram da jogadora.

Chateada, Thaísa atendeu de maneira educada ao blog, mas foi direta e objetiva:

‘O que eu posso dizer é que eu nunca na minha vida irei conseguir comemorar uma derrota. Quando perco saio revoltada de quadra pensando o que deveria ter feito de melhor. Fico indignada’

A jogadora, de contrato quase renovado com Osasco, terminou:

‘O fato de torcerem por Rio ou Sesi não dá o direito de ninguém nos desrespeitar. Fui educada de outra maneira e não estou acostumada com isso’.

Thaísa viaja no próximo domingo para a Suíça onde o time disputará a partir do dia 6 o mundial de clubes.

 


Sheilla dispensa hipocrisia e se mostra acima da média
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Bruno Voloch

As jogadoras do Sesi inovaram.

Assim que terminou o jogo contra o Rio, distribuíram beijinhos e abraços e sorridentes comemoraram o vice-campeonato ao lado das adversárias. Mais tarde, os grupos brindariam ainda numa churrascaria da zona sul da cidade.

A cena não foi muito bem digerida pelo rival Osasco. E nem poderia.

Thaísa e Sheilla se mostraram incomodadas.

Ambas acima da média, diga-se de passagem.

Thaísa, contrariada com o que acabara de presenciar, preferiu não polemizar e só postou:

‘Não confunda derrotas com fracasso nem vitórias com sucesso. Na vida de um campeão sempre haverá algumas derrotas, assim como na vida de um perdedor sempre haverá vitórias’.

Sheilla não.

Angustiada, assistiu passivamente o baile da Unilever diante do Sesi no Maracanãzinho.

Não exagerou.

Foi profissional e se comportou como tal, afinal representa ainda a marca de um grande time, uma empresa.

Sheilla sabe cuidar de sua imagem.

Entrar em quadra, sorrir para as câmeras, fotógrafos e comemorar o terceiro lugar seria muita hipocrisia.

Indagada e provocado ainda no ginásio, Sheilla respondeu mais tarde através das redes sociais:

‘Para os torcedores brasileiros, não do Molico, do Unilever ou do Sesi… Terceiro lugar, segundo lugar dói (sic). Não trabalhamos para isso. Então jamais vocês vão me ver comemorando uma derrota, pois fico triste, insatisfeita, isso não quer dizer que não gosto das outras jogadoras, que não respeito. Em nenhum time que passei, comemorei derrota… E jamais vou comemorar!!! Essa sou eu!’

Sheilla errou.

Essa não é você. Assim é o pensamento da maioria, Sheilla.

Nada contra quem se sente bem comemorando uma derrota, mas de fato não combina com a nossa cultura.

Quem por exemplo aceitaria perder a Copa do Mundo ?

Ninguém.

Ou alguém imagina a cena de Felipão e Neymar sorridentes em campo e abraçados ao argentinos, alemães ou italianos que sejam após perderem a final no Maracanã …

Respeitar e aplaudir o vencedor é obrigação.

Mas o desabafo de Sheilla tem sentido.

Ela sabe que existe uma enorme diferença em jogar pelo Rio ou Osasco e defender o Sesi.

 


Cenas inusitadas de um vice-campeonato
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Bruno Voloch

Patética.

A cena das jogadoras do Sesi comemorando o vice-campeonato com as atletas do Rio ainda em quadra foi absolutamente inacreditável.

Algo inédito na história do vôlei e talvez do esporte.

O Sesi poderia ter sido mais discreto.

Óbvio que que existem aqueles que defendem a tese de que o segundo lugar é motivo de orgulho. Pode ser, especialmente no caso do Sesi que nunca ganhou nada em termos de superliga e se encaixa naquele ditado: ‘quem nunca comeu melado, quando come se lambuza’.

O pior é que a ‘comemoração’ da derrota não parou por aí.

Os times ainda se encontraram numa churrascaria na zona sul da cidade onde a confraternização foi ainda maior, ou seja, completa.

Os ‘beijinhos’ pós-jogo na rede já cheiravam hipocrisia, mas o Sesi conseguiu se superar.

Reverenciar o vencedor é bonito e soa inteligente, assim é o esporte.

Por tudo que passou na temporada, as jogadoras e a comissão técnica se sentiram no direito de comemora o feito.

Mas o comportamento da jogadoras do Sesi deixa claro que a Unilever ganhou o título muito antes de entrar em quadra.

Há uma enorme diferença entre respeito e o medo.

Bernardinho sempre cobra postura e jamais, em tempo algum, iria participar de tal ‘solenidade’ e muito menos permitir que suas jogadoras fossem expostas dessa forma se a situação fosse inversa.

Mas nesse caso também há uma enorme diferença entre Unilever e Sesi.

O Sesi se contentou com pouco. Uma pena.

 


Montes Claros versão feminina
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Bruno Voloch

E o Sesi bateu na trave. De novo.

A zebra ficou pelo caminho.

Exceção feita ao sul-americano, quando derrotou Osasco e foi campeão, o Sesi ficou novamente na estrada.

O vice-campeonato da superliga, o primeiro da história, foi o terceiro da temporada e chegou para confirmar a incrível sina de insucessos do time em decisões.

Já tinha sido assim no paulista e Copa Brasil. A Copa São Paulo não conta.

Não é uma simples coincidência.

Aliás, coincidência foi ter vencido Osasco duas vezes seguidas.

Após eliminar Osasco, as jogadoras posaram para fotos, provocaram, comemoraram como se tivessem ganho o título e na verdade o Sesi simplesmente se esqueceu de que tinha que vencer mais um jogo para ser campeão. Se deu por satisfeito.

As declarações de respeito ao Rio foram meramente políticas.

Talmo chegou a declarar que camisa não ganhava mais jogo. Imagina se ganhasse. Não se pode menosprezar o Rio, ainda mais numa final.

Mas diferente do que Talmo pensa, ou pensava, a tradição pesa. E como.

É evidente que o Sesi teve lá seus méritos, evoluiu na competição e acreditou mesmo que poderia ganhar a superliga depois de derrotar Osasco.

A grande verdade é que o time sobreviveu graças ao talento de Dani Lins e Fabiana. Simples assim. Bia e Ivna foram importantes. E só.

Ns final, deu a lógica.

O Sesi é e foi com muito esforço a versão feminina de Montes Claros, time vice-campeão da superliga 2009/10, curiosamente também sob comando do mesmo treinador.

Talmo tem toda razão quando afirma que tudo foi um processo de maturação, aprendizado e evolução. Só se precipitou quando disse que sabia onde o Sesi poderia chegar.

Errou.

O Sesi foi longe demais.

E Osasco deve estar se lamentando até agora. Difícil se perdoar. E nem poderia.


Unilever agradece e cumpre papel de campeã
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Bruno Voloch

Dessa vez quase não teve sofrimento e o grande rival Osasco pelo caminho. Exceção feita ao apagão no terceiro set, a Unilever sobrou e conquistou o bicampeonato brasileiro.

O desfecho foi exatamente o mesmo da temporada passada, enredo que aliás se repete pela nona vez, mas agora com uma diferença.

Na ‘final dos sonhos’ contra, o time de Bernardinho atuou como autêntico vencedor e fez 3 a 1 no Sesi mostrando a real diferença entre as equipes.

Bernardinho tinha razão e o blog agradece a referência em rede nacional.

Acontece que  time realmente não era o favorito e não tinha o melhor time no papel, pelo contrário. Osasco e Campinas gastaram mais, formaram elencos milionários, mas ficaram pelo caminho.

O Rio porém cumpriu o papel de campeão, dessa vez sem destaques individuais.

Carol e Gabi, curiosamente as mais jovens, talvez tenham sido as melhores. Brankika resolveu no fim do quarto set, assim como havia feito desde o início dos playoffs.

Mas não era preciso muita coisa para vencer o Sesi. Não mesmo.

Bernardinho, malandro e inteligente, jogou como sempre a responsabilidade para os adversários, casos de Campinas e Sesi.

Pobre do Sesi que acreditou.

Inocente até na incerteza sobre o aproveitamento de Fofão e que a jogadora seria dúvida para a final.

Fofão, que desequilibrou nos jogos contra Campinas, foi até discreta na decisão, mas eficiente como de costume. Deu certo. Com planejamento voltado para os playoffs, a comissão técnica do Rio fez Fofão jogar quando precisou.

Fato é que a semifinal contra Campinas foi a verdadeira decisão e até um dos confrontos contra o Pinheiros foi mais complicado do que a partida final.

O Sesi tremeu, sentiu nitidamente a pressão típica de um clube que não está acostumado a final e muito menos ser campeão. Caiu como era esperado.

O Rio se acostumou a ser campeão e cumpriu seu papel com extrema naturalidade.

 

 

 

 

 


Campeã olímpica a caminho de Campinas
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Bruno Voloch

Campinas não para.

Paulo Coco, que substituirá José Roberto Guimarães, fez a lição de casa.

Ciente que o sistema de recepção ‘matou’ o time nos playoffs da superliga, Campinas busca ponteiras passadoras para reforçar o elenco.

Depois de acertar com Monique, o clube negocia com Sassá, campeã olímpica em 2008 nos jogos de Pequim.

A jogadora atuou a última temporada pelo Dabrowa Gornicza, da Polônia. A experiência foi positiva, mas Sassá vê com bons olhos o retorno ao vôlei brasileiro.

A atleta está com 31 anos e passou por Rio, Osasco e Sesi.

Além de Sassá, Campinas, conforme o blog informou, pretende trazer Mari Paraíba e a líbero Léia, ex-Pinheiros.

A direção pensa ainda na contratação de duas estrangeiras, uma para a posição de levantadora e a outra para jogar no meio.


Volero Zurich faz proposta e Jaqueline recusa convite para jogar mundial
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Bruno Voloch

Seria mesmo uma grande ironia do destino.

Faltou pouco para Jaqueline, grande ídolo de Osasco, enfrentar o ex-time no mundial de clubes.

O Volero Zurich, da Suíça, fez proposta para a jogadora atuar na competição. Jaqueline chegou a sinalizar positivamente, mas depois recuou e descartou atuar pela equipe suíça.

A atleta não faz questão de esconder a mágoa com Osasco.

Clube e jogadora haviam firmado acordo para o retorno dela perto dos playoffs da superliga. Os dirigentes porém romperam o trato.

Jaqueline recebeu apoio do técnico José Roberto Guimarães e foi convocada recentemente para a seleção brasileira.

 


Fabíola pode trocar Brasil pela Rússia; Dani Lins vira prioridade em Osasco
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Bruno Voloch

Não é só Sheilla que pode deixar o vôlei brasileiro.

A levantadora Fabíola é outra que pode ter a Europa como destino.

Uma fonte revelou ao blog que a jogadora tem ótima proposta da Rússia.

A atleta está treinando com Osasco para o mundial de clubes, mas não será surpresa se a competição também marcar a despedida de Fabíola.

O caso de Sheilla, onde as cifras são exorbitantes e os números apresentados pelo Vakifbank, da Turquia, considerados imbatíveis, é dado como ‘perdido’ pelos dirigentes de Osasco.

Fabíola ainda não.

Acontece que a comissão técnica cobra uma rápida definição.

A possível saída de Fabíola abriria as portas para o retorno de Dani Lins.

A contratação da jogadora, que já atuou por Osasco em 2005, é vista com ótimos olhos e passa a ser prioridade.