Blog do Bruno Voloch

Arquivo : novembro 2013

Resistência inesperada
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Bruno Voloch

Foi apenas razoável o desempenho do Brasil na estreia da Copa dos Campeões. Valeu pela vitória e principalmente pelos 3 pontos conquistados. Perder pontos para o Irã logo de cara seria comprometedor.

Fato é que a seleção foi surpreendida pela resistência do Irã nos dois últimos sets.

É realmente um time muito bem treinado pelo competente Julio Velasco. Não existe nenhum valor individual que mereça destaque e taticamente a equipe mostrou teve um comportamento acima do esperado.

Não acredito porém que tenha bola para derrotar Itália, Rússia e Estados Unidos.

A realidade, por mais que Bernardinho afirme que o Irã evoluiu, é que o Brasil fez jogo duro com os iranianos nos dois últimos sets da partida. A ‘evolução’ do adversário no cenário internacional não serve como desculpa para os altos e baixos vividos pela seleção brasileira. Seria como inverter os valores.

O Brasil errou mais do que o Irã e Sidão foi um dos destaques do time especialmente no bloqueio. Bruno fez boa partida e Wallace foi referência no ataque. Rapha e Evandro ajudaram e foram importantes no quarto set.

Lucarelli manteve a regularidade habitual, Lucão poderia ter pontuado mais e Maurício foi uma grata surpresa.

 

 

 


O ano do Zé; o ano do Brasil
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Bruno Voloch

José Roberto Guimarães é mesmo um cara diferenciado.

Normalmente, o ano após a disputa dos jogos olímpicos é feito de experiências, buscar novos valores e poupar as principais jogadoras e já consagradas.

2013 foi um pouco de tudo.

Algumas atletas ficaram de fora no início da temporada, mas não resistiram e voltaram no Grand Prix. Voltaram de vez. Casos específicos de Sheilla e Fabiana.

Na Copa dos Campeões a seleção não contou com Dani Lins e Thaísa. Titulares indiscutíveis, as duas foram bem substituídas por Fabíola e Adenízia ou Walewska. Isso sem falar na ausência de Gabi, grata revelação do início da temporada e que abriu espaço para Natália.

Sobram opções e se esbanja títulos.

Montreux Volley Masters, Torneio de Alassio, Grand Prix, Sul-Americano e Copa dos Campeões.

Uma única derrota em toda a temporada para a Bulgária ainda na fase de classificação do Grand Prix. Não fosse esse tropeço, a seleção terminaria 2013 sem perder.

É preciso ter cautela e evitar a euforia até porque muitas seleções usaram 2013 como ‘teste’.

2014 será diferente. Ano de mundial. Nesse caso, o ‘Zé’ terá todas as jogadoras à disposição, incluindo Jaqueline, isso sem falar naquelas que possam se destacar na superliga.

Walewska voltou, Juciely abriu espaço, Camila recuperou terreno, Fabíola aproveitou a oportunidade e escolher apenas 14 jogadoras parece ser o grande desafio para José Roberto Guimarães.

 


Premiação e política vergonhosa da FIVB
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Bruno Voloch

Dessa vez a FIVB, Federação Internacional de Vôlei, exagerou e precisa se explicar.

Campeão invicto e com 100 % de aproveitamento, o Brasil só foi teve uma jogadora escolhida entre as melhores do campeonato.

Não se trata de vaidade, uma vez que muitas delas já são consagradas, e sim questão de justiça. É compreensível que os dirigentes precisem valorizar as outras seleções, além da política interna, mas ver somente Fabiana entre as melhores da competição, é inaceitável.

O Japão teve Sato, Nakamichi e Sakoda entre as eleitas. Ninguém jogou mais bola que a líbero Sato e Sakoda é ótima jogadora. A escolha da levantadora Nakamichi é bem discutível, mas o fatos ‘casa’ acaba tendo um peso decisivo.

Sinceramente não vi a ponteira Onuma, da Tailândia, jogar melhor que Fernanda Garay, mas a brasileira não foi lembrada.

O caso de Sheilla é ainda pior. Mambru, corajosa oposta da República Dominicana, foi premiada como a melhor da posição.

Morozova, da Rússia, e Thinkaow, da Tailândia, foram as centrais escolhidas.

Medalha de prata, as norte-americanas também foram ignoradas.

 

 

 


Indiscutível
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Bruno Voloch

Era apenas questão de tempo. Dito e feito.

O Japão foi mais uma vítima da seleção brasileira na Copa dos Campeões. O jogo que deu o título ao Brasil, vale apenas pelo primeiro set empolgante e disputado ponto a ponto.

Aliás, verdade seja dita. Sheilla esteve impecável nas horas decisivas do set e as entradas de Claudinha e Monique foram importantíssimas.

Os sets seguintes foram tranquilos para a seleção que fez 25/14 e 25/18 sem muito esforço.

O Brasil errou pouco, foi absoluto e teve incrível superioridade no bloqueio. Foram 17 pontos  contra apenas 3 das japonesas.

Fernanda Garay foi melhor jogadora da seleção. Fabiana repetiu o bom desempenho da partida contra a Rússia, mas Adenízia ficou devendo. Carol Gattaz pode sentir o gostinho do título.

Camila Brait, sumida e pouco utilizada nos últimos torneios, mostrou serviço e se saiu muito bem.

 

 

 

 


Comemoração apenas adiada
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Bruno Voloch

A penúltima rodada da Copa dos Campeões no Japão serviu apenas para adiar o título da seleção brasileira de sábado para domingo.

Exatamente como se imaginava, o clássico contra a Rússia foi complicado e equilibrado no início, marcado pela rivalidade habitual, mas com superioridade técnica do Brasil a partir do segundo set.

Fabiana, finalmente, apareceu e resolveu jogar. Fez sua melhor partida na competição. Garay e Natália foram eficientes nas pontas e Sheilla desequilibrou no ataque.

Em jogo marcado por muitos erros de ambos os lado, o bloqueio e o saque acabaram sendo determinantes para a virada da seleção.

O Japão faz uma boa campanha, joga rápido, defende muito e concentra a maior parte das ações ofensivas em Kimura e Sakoda. Ebata, em fase de recuperação faz falta. O time erra pouco, saque bem, mas sofre com o baixo aproveitamento no bloqueio. Em casa, até pelo entusiasmo da torcida na luta por um título inédito, poderia surpreender, mas seria um resultado atípico e uma zebra sem precedentes.

 


Vitória sem sustos e caminho aberto para o título
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Bruno Voloch

A seleção brasileira não tomou conhecimento da Tailândia e venceu com sobras a segunda partida pela Copa dos Campeões no Japão.

Verdade seja dita, o Brasil não fez mais do que obrigação, afinal o adversário é o mais fraco entre os participantes da competição. 3 a 0 sem sustos.

A seleção atuou com seriedade e muita concentração nos 3 sets.

A baixa estatura das tailandesas colaborou e o bom posicionamento do bloqueio brasileiro foram determinantes para os 17 pontos números nesse fundamento, números acima da média em qualquer circunstância.

Com exceção das levantadoras e Carol Gattaz, todas as jogadoras pontuaram no bloqueio. Natália fpi mais discreta como ponteira. Tandara fez um bom jogo e Walewska atuou com extrema regularidade.

O dia porém foi de Adenízia, eleita merecidamente a melhor em quadra.

A fragilidade da Tailândia nos obriga a frear empolgação, algo natural após duas vitórias e tropeços de Rússia e Estados Unidos.

Ainda restam República Dominicana, Rússia e Japão, mas o caminho se abre para encerrar a temporada 2013 com mais um título.


Coerência, banco e erros
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Bruno Voloch

A quantidade de erros, 44 no total, chamou atenção na vitória do Brasil na estreia na Copa dos Campeões contra os Estados Unidos.

Apesar da irregularidade apresentada na maior parte do jogo, especialmente no primeiro e segundo set, a seleção mereceu vencer. Se não foi brilhante, e realmente esteve distante disso, jogou o suficiente para conquistar os 3 pontos.

José Roberto Guimarães foi coerente. Conforme a gente previa, Natália e Adenízia  foram escaladas como titulares, mas o técnico não deve ter ficado satisfeito com o exagerado número de contra-ataques desperdiçados principalmente no segundo set.

Os Estados Unidos estiveram bem abaixo do que se imaginava e viveram dos ataques de Murphy Kelly. As norte-americanas talvez tenham sido melhores no ataque, mas sem eficiência alguma no bloqueio e saque.

Natália e Garay foram as melhores da seleção. Sheilla foi regular. Vale destacar as entradas de Michele, Monique e Claudinha, as duas últimas fundamentais no terceiro set.

 

 


Breve pausa e caras novas
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Bruno Voloch

A superliga feminina terá uma breve pausa e volta as atividades no dia 19 com Minas e Pinheiros em Belo Horizonte.

Até lá, a seleção feminina irá dominar o noticiário disputando a Copa dos Campeões no Japão.

O calendário inadequado, aliado a péssima elaboração da tabela de jogos, afasta a competição da mídia e a presença de público é decepcionante, exceção feita a duas ou três cidades.

Entre os 14 times, Osasco e Pinheiros são os únicos invictos. Unilever, Campinas e Praia Clube, equipes credenciadas ao título, já caíram uma vez cada.

Minas e Maranhão não ganharam de ninguém.

Impressionante a regularidade do Pinheiros. O time de Wagão é forte coletivamente e joga de igual para igual com os grandes.

São Caetano é uma das revelações nesse início de superliga. Barueri, em quinto lugar, é outra grata surpresa.

Sesi e o penetra Brasília decepcionam. O fracasso do Sesi não chega a ser nenhuma novidade. O time de Talmo de Oliveira ficará novamente pelo caminho, isso se não morrer mais cedo do que o habitual.

Alguns nomes conhecidos despontam inicialmente como Tandara, de Campinas, e Cibele, de Barueri.

Ananda, levantadora do Pinheiros e Carol, central da Unilever, merecem atenção especial.

 


Sem Giba, Taubaté ganha a primeira
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Bruno Voloch

Após 6 rodadas disputadas, Taubaté finalmente conseguiu vencer a primeira partida na superliga. Jogando em casa, o time paulista derrotou Juiz de Fora por 3 sets a 1.

Giba, estrela da equipe, se limitou a entrar rapidamente no segundo set. E só. Saiu zerado.

Contreras, dominicano contratado recentemente, fez sua estreia e marcou 17 pontos.

O resultado tira Taubaté da lanterna, temporariamente.

Volta Redonda assume o papel de último colocado. A briga pelas últimas colocações promete ser dura. São Bernardo, 1 jogo a menos, e Juiz de Fora fazem parte desse grupo.

Cezar Douglas terá muito trabalho. Taubaté não tem um time confiável. O norte-americano Dan McDonnel é uma incógnita e alguns jogadores parecem distantes do condicionamento físico ideal.

Canoas e Montes Claros são os adversários diretos pelo G8.


Giovane Gávio, a bola da vez
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Bruno Voloch

A polêmica envolvendo a possível ida de Bernardinho para a política e a consequente saída da seleção masculina, abre margem para se discutir quem seria o substituto do treinador.

Enquanto as partes envolvidas não chegam a um acordo, embora os fatos estejam claros, a CBV, através de Ary Graça, aguarda o desfecho das negociações.

Após a derrota na final olímpica para a Rússia em Londres, Bernardinho ameaçou deixar o cargo. Acabou seguindo, como era previsto e natural.

Hoje ainda não existe consenso. Os dirigentes porém não querem ser pegos de calça arriada.

Ary não acredita que Bernardinho ‘largue o osso’, mas Giovane Gávio seria a bola da vez. Única talvez.

Rubinho, campeão mundial sub-23 e assistente de Bernardinho, corre por fora.