Blog do Bruno Voloch

Dança conforme a música
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Bruno Voloch

Verona ( Itália ).

Uma autêntica pelada.

Assim foi Brasil 3 x 0 Cazaquistão.

Jogo ruim tecnicamente, arastado, recheado de erros e salvo apenas pelo razoável terceiro set da seleção.

Tirando isso. Nada mais,

A seleção ainda dá sinais de instabilidade no passe e demora a engrenar.

Contra adversários desse nível, não corre maiores riscos.

Não é porém recomendável repetir a postura, adotada na maior parte dos jogos até agora, contra Rússia, Estados Unidos e quem vier pela frenta na terceira fase.

O Brasil ''dança' conforme a música no mundial.

A Holanda em tese não oferece preocupação.

A derrota para a Sérvia por 3 a 0 não porém deve iludir a comissão técnica. O placar foi injusto.

As holandesas dominaram o o jogo, comandaram os 3 sets e não fecaharam por incompetência, relativo mérito da Sérvia e 'cegueira' do técnico Gido Vermeulen, O treinador achou por bem, sabe-se lá os motivos, deixar no banco a ótima Manon Flier.

A atacante entrou em quadra apenas no terceiro set.

A justificativa de que está voltando de contusão não cola.

A Holanda jogava todas as suas fichas contra a Sérvia e se tivesse Manon em quadra desde o começo o final poderia ter sido outro.

Poderia.

O técnico não quis.

Sem possbilidades de classificação, a Holanda jogará sem pressão contra o Brasil.

O time não é ruim. Cresceu. Tem uma boa levantadora, a habilidosa central De Kruijf e a valente ponteira Plak.

 

 

 

 

 

 


Pratos limpos
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Bruno Voloch

Verona (Itália).

A fase final do Grand Prix foi marcada pela briga entre José Roberto Guimarães e a levantadora Fabíola.

Antes da partida contra a China, técnico e jogadora se desentendaram ainda no aquecimento por questões técnicas e de movimento da atketa ainda na rede.

Como castigo, Fabíola não entrou em quadra.

O blog noticiou na ocasião.

http://blogdobrunovoloch.blogosfera.uol.com.br/2014/08/25/fabiola-novamente/

O Brasil acabaria ainda conquistand0 o décimo título.

Se engana porém quem acha que o problema no Japão abalou a relação dos dois.

'Aquele episódio realmente aconteceu. Mas ela se explicou na ocasião, disse que não havia feito nada de maneira proposital e que também lutava inconscientemente contra certos movimentos errados. Cabe ao técnico corrigir e fui o que fiz. Achei que aquilo no momento era proposital e não podia deixar passar, mas vi depois que não', explicou Zé Roberto.

O técnico disse que a situação serviu como experiência:

'Hoje estamos mais próximos. Conversei com a Fabíola e no dia seguinte já estava tudo bem, Vale como experiência'.

Por fim, Zé rasgou elogios a levantadora:

'Ela é uma das jogadoras mais queridas do grupo, isso se não for a mais agradável de todas. Sempre disposta, na dela, não me cria problema e disposta a colaborar. Um doce de pesssoa e de ótima convivência. A briga no Grand Prix me reaproximou da Fabíola.'

O técnico lembrou os momentos de superação da atleta:

'Não tem sido fácil pra ela. A Fabíola teve que superar o corte para a Olimpíada de Londres, não desistiu, correu atrás novamente e está aqui no mundial por méritos'.

 

 


Verdadeira
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Bruno Voloch

Ela é diferente.

Talvez porque fale o que pensa. Algo raro nos dias de hoje.

Ela é diferente.

Talvez porque se cobre demais.

Essa fala. Fala mesmo.

Personalidade forte.

Não tem receio de ser mal interpretada.

Foi assim após a vitória contra a Turquia.

Não quis falar depois do jogo contra a Sérvia.

E qual o problema ?

Se não foi convidada para a entrevista coletiva oficial da FIVB, está no seu direito.

Thaísa refletiu.

Não muda. Seja no clube ou na seleção.

É autêntica e prefere ser conhecida ou ficar marcada pelo jeito direto de ser.

Já está.

Não esconde nada. Aliás, nem precisa.

Quem conhece Thaísa basta ver sua fisionomia durante os jogos para saber exatamente o que ela pensa e como está se sentindo.

Nesse mundial vi poucas vezes Thaísa sorrindo o que não é um bom sinal.

Ela sabe que pode render muito mais.

Sabe também que é fundamental para a engrenagem da seleção.

 


Europa x EUA
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Bruno Voloch

Dois grupos.

Dois caminhos diferentes e duas realidades bem distintas.

Assim será a segunda fase do mundial.

De um lado estarão China, Itália, República Dominicana, Japão, Bélgica, Croácia , Azerbaijão e Alemanha.

Em tese, a China sobra na turma. É a favorita para sair em primeiro.

Existe um equilíbrio enorme entre Itália, República Dominicana e Japão. Pelo que mostraram até agora, Azerbaijão e Alemanha estão num nível inferior e a Croácia é uma boa surpresa.

Pelos pontos trazidos da fase anterior, a Itália tem boas chances de seguir.

República Dominicana, do competente Marcos Kwiek, e Japão, brigariam diretamente pela terceira vaga.

Do outro lado está o caminho do Brasil.

E que caminho.

Rússia e Estados Unidos pela frente.

Embora as norte-americanas tenham 9 pontos contra 8 do Brasil e 6 da Rússia é um grupo totalmente aberto.

A Sérvia com 5 não pode ser descartada.

A Holanda, que evoluiu nos últimos anos, Bulgária e o Cazaquistão são coadjuvantes. As holandesas podem beliscar ainda um set ou outro. Bulgária idem.

A Turquia, se quiser sonhar com a terceira fase, terá que vencer Rússia e Estados Unidos.

A derrota para os Estados Unidos na primeira fase deixa a Rússia no limite sem poder tropeçar.

Os confrontos entre os europeus devem ser interessantes e muito equilibrados. A Rússia não terá moleza.

Difícil fazer qualquer prognóstico.

Estados Unidos, Rússia e Brasil, assim como do lado de lá, são os favoritos em tese. Isso em tese.

Na prática pode não ser bem assim, especialmente quando surgir o 'jogo de interesses'.

O ideal é não depender de ninguém.

 

 


Up and down
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Bruno Voloch

Por que a seleção demora a engrenar ?

Essa é a questão.

5 jogos, 5 vitórias. 100% de aproveitamento e o primeiro lugar do grupo.

Campanha perfeita se baseada apenas nos números.

Dois jogos absolutamente tranquilos contra Camarões e Canadá, já eliminados, um 3 a 0 convincente na estreia contra a Bulgária e muitas dificuldades diante de Turquia e Sérvia.

O Brasil venceu, conseguiu se superar dentro de quadra, mas mostrou muita instabilidade nas duas últimas partidas.

O quarto set no jogo contra a Sérvia talvez tenha sido o maior exemplo.

A seleção abusa dos erros em determinadas situações.

Contra a Turquia o bloqueio tal vez tenha feito a diferença, assim como a defesa e o na partida contra as sérvias.

Dani Lins anda imprecisa. Já vi jogando bem mais. O mesmo se pode dizer de Fernanda Garay.

Fabiana e Thaísa fazem a diferença na rede. Na rede. A seleção andou sofrendo na recepção e as duas consequentemente estão devendo no ataque.

Jaqueline é a melhor jogadora do Brasil na competição.

Erra ?

Sim, como todas as outras. Mas tem sido fundamental atrás.

Sheilla ainda está distante do ideal. Normalmente faria a diferença.

Não dá pra deixar de citar o ótimo mundial de Camila Brait.

Fabíola e Tandara se superaram no jogo da Turquia e não foram bem contra a Sérvia.

A seleção tem sido assim.

Up e down.

Vivendo de altos e baixos.

É um time que ainda busca regularidade.

Demora a engrenar e pega no tranco, as vezes quando a coisa está no limite.

Tática perigosa e de risco.

 

 

 


Começou o mundial
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Bruno Voloch

Começou.

Enfim, começou o campeonato mundial para a seleção brasileira.

Tandara foi no ponto exato.

Agora é pra valer.

A vitória por 3 a 2 diante da Turquia foi muito mais importante do que os dois pontos somados.

A virada mostrou a força do elenco.

José Roberto Guimarães foi absolutamente feliz nas alterações. Certamente se não tivesse modificado o time, o Brasil teria perdido o jogo por 3 a 1. Sim, porque o terceiro set foi bem atípico.

A Turquia fez sim um ótimo jogo e o resultado precisa ser valorizado. Viveu é bem verdade de Sonsirma e Ozsoy. Simples.

O Brasil não.

Zé usou todo mundo, exceção feita a 'Carol'.

Fabiana foi fundamental para a reação. A inversão com Fabíola e Tandara deu resultado e até Gabi se recuperou após segundo set instável.

O resultado positivo dá moral.

O mundial apenas começou.

 


E a Itália ?
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Bruno Voloch

A Polônia estava distante do bloco dos favoritos ao título mundial.

O time de Antiga porém se infiltrou e contagiado pela torcida ignorou as principais forças e venceu o campeonato dentro de casa após 40 anos.

Estados Unidos, Rússia e Brasil foram caindo. Um a um.

Será que a história poderia se repetir na Itália ?

Não creio.

Mas depois do que vimos na Polônia tudo é possível.

A torcida italiana é fanática também pelo esporte, mas a equipe feminina não tem empolgado tanto. Especialmente pelos últimos resultados, muito embora a Polônia tenha ficado de fora das finais da Liga Mundial semanas antes.

Tecnicamente, pelo menos 4 seleções são superiores as italianas. Isso sem se esforçar muito.

Brasil, Rússia, Estados Unidos e China, que são em tese os favoritos.

A Itália é vista sob desconfiança.

Conta com um elenco experiente e cansado.

Francesca Piccinini, Lo Bianco, Nadia Centoni, Diouf, Del Core, Ferreti, Arrighetti e Costagrande.

Chirichella é aposta.

As 3 vitórias conquistadas até então, Tunísia, Croácia e Argentina, o resultado positivo diante das croatas talvez tenha sido o mais significativo.

É pouco ?

Sim.

O mundial apenas começou ?

Sim.

Mas não é muito interessante e seria pouco inteligente descartar a Itália.

Assim foi em 2002.

Ninguém dava nada pelas italianas e elas foram campeãs do mundo pela primeira vez.

 

 


Punições à vista
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Bruno Voloch

Apesar do fim do mundial masculino, o Comitê Disciplinar da FIVB, Federação Internacional de Vôlei, terá muito trabalho.

Os organizadores da competição enviaram vídeos, fotos e imagens que comprovam atos de indisciplina de jogadores russos.

Os flagras aconteceram após a derrota da Rússia para a Polônia por 3 a 2 na terceira fase.

Volvich e Spiridonov são os acusados.

O primeiro fez sinais obscenos para o público e o segundo cuspiu num torcedor ao sair de quadra.

Ambos não devem escapar de punição.

As declarações de Bernardinho depois da perda da decisão também vão ser analisadas. O técnico acusou a entidade de ter prejudicado a seleção durante o evento e fez críticas diretas ao presidente Ary Graça.

As decisões devem ser anunciadas em breve.

 


Recorde
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Bruno Voloch

Números impressionantes.

O campeonato mundial da Polônia ficará definitivamente nos arquivos do esporte.

Mais de meio milhão assistiram a competição.

Foram 18 dias de torneio.

Logo na abertura, 30 de agosto, 62 mil torcedores compareceram ao Estádio Nacional de Varsóvia para prestigiar Polônia e Sérvia.

Segundo estatísticas do mundial, 563.263 pessoas foram aos ginásios espalhados por 4 cidades do país.

Foram 103 partidas.

Isso sem falar nas quase 20 mil pessoas que ficaram do lado de fora em Katowice e viram do telão montado em frente ao ginásio a Polônia derrotar o Brasil por 3 a 1 e ficar com o título.

O mundial jogado na Itália em 2010 recebeu 340 mil torcedores.

4 anos antes no Japão, menos 300 mil viram o Brasil ser campeão do mundo pela segunda vez consecutiva.

A Federação da Polônia já se pronunciou oficialmente e deseja sediar novamente a competição em 2018.

 

 


Falar o quê ?
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Bruno Voloch

Difícil.

Muito difícil analisar o desempenho da seleção brasileira nas últimas partidas.

É impressionante a diferença técnica entre o Brasil e as seleções de Camarões e do Canadá.

Mas como em qualquer competição internacional, esbarrar com esses adversários faz parte do script.

Se no futebol vimos por exemplo a Argélia evoluir na última Copa do Mundo e acabar sendo uma das gratas surpresas, no vôlei é mais complicado.

É claro que existem aqueles que defendem a tese de que o Irã seguiu mesmo roteiro.

Concordo em parte.

É inegável a evolução dos iranianos no masculino onde foram muito bem especialmente nas categorias de base e campeonatos mundiais juvenil e infanto.

Hoje estão na elite do vôlei mundial, mas os otimistas exagerados e analistas de plantão não devem se iludir e achar que o Irã irá além.

Sem chances. É aquilo mesmo que vimos no mundial da Polônia. Só disputaram a terceira fase porque os norte-americanos perderam para a Argentina por 3 a 2. Caso contrário era casa na certa.

Enfim.

No feminino não.

Camarões e Canadá são pífios.

Qualquer time que disputa a superliga, repito, qualquer time ganharia esses jogos e por 3 a 0.

Portanto, o Brasil mostrou seriedade, concentração, Zé deu ritmo (dentro das possibilidades) para as reservas e cumpriu sua obrigação.

Analisar o que aconteceu dentro de quadra e falar em números seria duvidar da capacidade dos leitores e seus conhecimentos no esporte.

Não mesmo.

Idem para as entrevistas pós-jogo.