Blog do Bruno Voloch

Como tirar o pé ?
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Bruno Voloch

Vai entender …

A questionável seleção de Bernardinho fez diante da Rússia seu melhor jogo na liga mundial.

Além de quebrar um tabu de 2 anos sem vencer o adversário, a vitória por 3 a 1 classificou o Brasil para as semifinais antecipadamente.

A regularidade e o equilíbrio emocional foram decisivos e superaram os números, importantes diga-se de passagem, e o aproveitamento no ataque e bloqueio.

Se a primeira fase da liga foi marcada por armações que tinham como objetivo eliminar o Brasil das finais da competição, quis o destino que o futuro da Rússia ficasse nas mãos da seleção brasileira.

Se vencer o Irã, o Brasil mantém a Rússia viva na competição.

Se tropeçar, a seleção pode até perder o primeiro lugar, cruzaria com a Itália nas semifinais, mas tiraria a Rússia definitivamente do caminho.

O polêmico Alexey Spiridonov igonoru a derrota Rússia, disse que o Brasil não mostrou nada de diferente e falou abertamente em possível 'jogo combinado'. Afirmou que ninguém que ver a Rússia classificada.

Fato é que o time de Bernardinho demorou a se acertar, está sem perder desde o segundo jogo contra a Polônia na fase de classificação, ou seja 4 partidas, e recuperou a confiança.

Como tirar o pé agora ?

 


Grata surpresa
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Bruno Voloch

A tradicional Yeltsin Cup é da Bulgária.

O torneio, que é disputado anualmente na Rússia, terminou de forma surpreendente.

Sem contar com as principais estrelas, as russas caíram na decisão e acabaram derrotas por 3 a 2 com 15/11 no tie-break.

Curiosamente, a Bulgária, que venceu o Brasil em 2013 pelo Grand Prix, é dirigida atualmente por Vladimir Kuzyutkin, treinador que conquistou o título mundial com a Rússia em 2010 no Japão.

Nikolova foi a maior pontuadora da final com 25 pontos.

A Holanda ficou em terceiro lugar depois de vencer o Japão por 3 a 0 e ainda viu Judith Pietersen ser eleita a melhor jogadora da Yeltsin Cup.

 

 

 


Estados Unidos fazem a quadra diante Brasil
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Bruno Voloch

Novo jogo, nova derrota.

Os Estados Unidos completaram a quadra e venceram o Brasil pela quarta vez consecutiva encerrando assim a série de amistosos entre as duas seleções.

Honestamente não me recordo de algo semelhante desde que José Roberto Guimarães assumiu o cargo.

Por mais que tenha tido o caráter amistoso, o desempenho da seleção não deixa de ser preocupante.

É bem verdade que as duas últimas partidas foram decididas no tie-break, mas nada porém apaga a imagem negativa de 4 derrotas seguidas para o mesmo adversário.

O pior é que em tese o treinador levou para a excursão o que tinha de melhor, ou seja, todas as titulares. Jaqueline, embora seja peça importante no esquema, não atua pela seleção desde a olimpíada de Londres em 2012.

Sheilla mostrou que está bem abaixo do que pode render.

A linha de passe do Brasil sofre nas mãos de Natália. Gabi é jovem e tem enorme potencial.

Tandara quase não foi aproveitada, algo sinceramente inexplicável. É hoje, diante do atual cenário, a melhor opção ao lado de Garay nas pontas.

Monique jogou bem a quarta partida e substituiu Sheilla com autoridade.

Se os amistosos serviram de teste ou observação, só a comissão técnica pode responder, mas que os resultados não foram satisfatórios, é fato.

 

 

 

 


Quem se pronuncia ?
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Bruno Voloch

O que de fato aconteceu com Jaqueline ?

Peça fundamental no esquema da seleção, a jogadora acabou ficando de fora da viagem para os Estados Unidos.

Estranho.

Jaque estava no aeroporto no dia do embarque e simplesmente não viajou.

Dispensada ?

Cortada ?

O silêncio inexplicável deixa no ar algumas interrogações.

A alegação oficial fala em 'questões pessoais', algo absolutamente compreensível. O atleta é um ser humano como qualquer outro e não está livre das questões e dos problemas do dia a dia.

José Roberto Guimarães se cala.

A CBV, óbvio, não se pronuncia.

O curioso é que Jaque era só sorrisos, treinava normalmente em Saquarema, teve a estrutura necessária para o filho e dava claros de evolução física e técnica.

O treinador estava empolgado com o retorno da jogadora.

E faz sentido, ou fazia sentido, vai saber …

Jaque compõe como poucas o time. Passa, defende e ataca. Em forma é titular fácil.

A jogadora tem propostas de vários times do exterior, uma delas é do Dínamo de Moscou.

Jaque porém não quer deixar o país e a única alternativa viável no Brasil seria o Sesi.

Os amistosos contra os Estados Unidos servem de preparação para o Grand Prix.

Os jogos seriam fundamentais para Jaque que pouco atuou em 2014 e quase não foi utilizada na Montreux Volley Masters.

Seriam, porque Jaque ficou.

A questão é saber se volta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Evolução e novos revés
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Bruno Voloch

Não tem sido nada fácil a vida da seleção feminina nos Estados Unidos.

Após duas derrotas e uma semana de treinamentos em terras norte-americanas, o time voltou a perder no terceiro amistoso entre as duas seleções.

Diferente das partidas anteriores, o jogo foi mais equilibrado e a vitória dos Estados Unidos aconteceu somente no tie-break após 25/19, 22/25, 27/25, 25/27 e 15/11.

Thaisa foi a maior pontuadora da seleção com 21 acertos. Garay fez 18.

As seleções jogam novamente no fim de semana e encerram a série de 4 amistosos.

 

 


Oportunidade única
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Bruno Voloch

Mario Jr está de partida.

É mais um jogador que deixa o vôlei brasileiro.

O líbero da seleção foi contratado pelo Piacenza, da Itália.

Será a segunda experiência do atleta no exterior.

Quem me acompanha sabe que não sou fã de Mario Jr, pelo contrário, acho que não é jogador de seleção. Mas quem escolhe e define é Bernardinho.

O blog, independente da opinião formada, deseja boa sorte ao líbero.

A cobrança será enorme e justificável.

Serginho, ex-jogador da seleção, defendeu o clube italiano por 4 anos e deixou saudades por lá.

 


Craque indiscutível
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Bruno Voloch

O vôlei está mais triste.

Taismary Aguero anunciou que está deixando o esporte.

Pude ter a honra e o prazer de entrevistar e conviver com jogadora nas olimpíadas de Atlanta em 1996, Sidney 200o, ainda por Cuba e em Pequim 2008 já vestindo a camisa da Itália.

Craque. Seja levantando, seja atacando.

Habilidosa ao extremo e diferenciada, tanto que havia sido chamada novamente para a seleção italiana.

Aguero abre mão do vôlei e da rotina de treinos e viagens para cuidar do filho Pietro Norberto.

Decisão corajosa. Decisão respeitável.

É uma pena.

Seria ainda mais prazeroso ver Aguero em ação no campeonato mundial que a Itália irá sediar em breve.

O Casalmaggiore, atual clube da atleta, também já foi comunicado.

Aos 37 anos, Aguero, como se diz na gíria, ainda tinha 'muita lenha para queimar'.


De novo a Rússia pelo caminho
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Bruno Voloch

Rússia e Irã serão os adversários da seleção masculina na fase final da Liga Mundial. Os jogos acontecerão a partir do dia 16 de julho em Florença, na Itália.

Do outro lado estarão Itália, Estados Unidos e o classificado do quadrangular formado por França, Holanda, Bélgica e Austrália.

O torneio será jogado entre os dias 11 e 13 em Sidney.

Em tese, a França é a favorita para estar na Itália e se juntar aos grandes. A Holanda corre por fora, enquanto Bélgica e Austrália são autênticas zebras.

A Rússia, que optou em poupar os titulares nas primeira rodadas, perdeu apenas uma partida a partir do momento que usou o time principal. Só ficou em segundo lugar no grupo B, atrás dos Estados Unidos, por causa dessa opção da comissão técnica.

Curiosamente, a seleção brasileira jogará a fase final sem tanta pressão. Pode parecer pouco, mas a classificação, considerada impossível pela maioria, tira um peso grande das costas dos jogadores.

Não era questão de pessimismo, mas o vôlei que a seleção apresentava há 3 semanas não permitia mesmo imaginar que a equipe pudesse se classificar e vencer os dois jogos contra a Itália fora de casa.

É bem verdade, como já foi dito aqui, que Mauro Berruto, treinador da seleção italiana, deu uma enorme colaboração. Ao escalar o time reserva contra Irã e Polônia com o objetivo claro de prejudicar o Brasil na tabela e dificultar a classificação da seleção brasileira, a Itália perdeu o ritmo de jogo, atuou sem tanta agressividade e apenas Zaytsev se salvou nos confrontos do último fim de semana. Foi pouco.

Aliás, os adversários fizeram de tudo para deixar o Brasil de fora da fase final. Não foi só a Itália.

Seria mesmo inadmissível ver o Brasil eliminado de um grupo onde apenas 1 dos 4 integrantes acabaria desclassificado. Foi na conta do chá. No limite. Na base do set average.

Importante foi que chegou.

Não dá para afirmar se a tão falada 'evolução' será suficiente para o time brigar pelo título.

Lucão, sempre sincero, chegou a dizer que o grupo estava 'quebrado' nas primeiras rodadas. Pode ser. Algo normal.

Além dele, Lucarelli cresceu de jogo.

O que dá para dizer é que o Brasil parece ter renascido.

 

 


Bom de boca
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Bruno Voloch

O líbero da seleção Mário Jr não se emenda mesmo.

Eis a declaração do jogador após a classificação da seleção para a fase final da Liga Mundial:

'A sensação nesse momento é muito boa por estarmos em mais uma fase decisiva, onde o Brasil sempre esteve, Agora vamos brigar mais uma vez e tentar o melhor resultado possível. O grupo todo está de parabéns por conseguir essa vaga. As pessoas criticaram muito, mas nós trabalhamos, nos dedicamos e conseguimos o primeiro objetivo, que era a classificação. Estou muito feliz.'

Quer dizer então que o desempenho da seleção não era passível de crítica ?

Esse rapaz é mesmo diferenciado.

Se com a bola nas mãos não passa segurança, dando entrevistas se supera a cada dia.

Nada porém que se compare a famosa declaração quando a seleção entregou o jogo para a Bulgária no mundial de 2010 na Itália.

 

 

 


Teste de verdade
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Bruno Voloch

Era sério.

Karch Kiraly tinha razão quando disse que os Estados Unidos iriam encarar os jogos contra o Brasil com muita seriedade.

Por enquanto os Estados Unidos estão sobrando nos amistosos contra a seleção brasileira.

Depois de perder por 3 a 1 a primeira partida, o Brasil voltou a ser derrotado em Los Angeles e desse vez por 3 a 0, parciais de 25/21, 25/23 e 25/20.

A seleção entrou em quadra com Dani Lins e Sheilla, Gabi e Fernanda Garay nas pontas e Fabiana e Thaísa de meio.

Zé Roberto fez algumas alterações durante o jogo, mas as modificações não deram resultado.

As duas seleções voltam a se enfrentar nos dias 11 e 12 de Julho, em Honolulu, no Havaí.