Blog do Bruno Voloch

Sono tranquilo
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Bruno Voloch

'O time da China tem bons serviço e joga rápido e com velocidade. Estou preocupado. Sempre estou preocupado'.

Essa declaração de Bernardinho na véspera do jogo contra a China chamou atenção.

A 'preocupação' do técnico era baseada nas dificuldades que a seleção encontrou para derrotar a Coreia por 3 a 2.

Mesma escola, portanto, em tese o Brasil poderia ter os mesmos problemas. Em tese, porque na prática o que se viu foi uma vitória tranquila por 3 a 0 e sem sustos.

A seleção atuou com muita seriedade e não deu chances ao fraco time da China. O jogo rápido e veloz da China ficou no papel.

Bernardinho aproveitou e seu ao luxo de poupar alguns titulares. A novidade ficou por conta de Éder e Lipe já que Rapha e Vissoto são utilizados com frequência.

O resultado classifica o Brasil para a terceira fase e Bernardinho ganha uma boa noite de descanso. Se é que um dia perdeu o sono mesmo com a China.

 


A lógica
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Bruno Voloch

Ana Tiemi e Andreia estão fora do mundial da Itália.

As duas jogadoras foram cortadas pelo técnico José Roberto Guimarães.

Até aí nenhuma novidade.

Desde o começo da preparação e especialmente após o desempenho em quadra de Andreia e a contusão de Ana Tiemi, já se sabia que as duas não teriam vida longa.

Pela levantadora é uma pena.

Ana tem potencial, mas nã0 teve sorte. Não sei se efetivamente teria oportunidade de jogar, algo que de fato não aconteceu.

Andreia é uma boa jogadora. De clube.

Na seleção a concorrência é grande.

Andreia deve tirar como prêmio ter passado a temporada treinando em Saquarema e ter disputado as finais do Grand Prix.

Hoje ainda é inferior tecnicamente as que lá ficaram.

A questão é saber quem será a última cortada:

Carol ou Monique ?

 


Questão de sobrevivência
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Bruno Voloch

Bastou um jogo.

Os Estados Unidos provaram contra a Polônia que ainda vão dar trabalho no mundial.

Vitória justa e merecida por 3 a 1.

Não seria nada absurdo se tivessem feito 3 a 0.

O resultado embola o grupo E.

Os norte-americanos jogavam contra a Polônia a sobrevivência no campeonato.

Não foi uma vitória qualquer.

3 a 1 nos donos da casa, contra torcida, ginásio lotado, pressão e uma Polônia que atpe então ainda não havia perdido.

Vitória que dá moral.

Antes, a França venceu a Argentina por 3 a 1 e foi aos 10 pontos.

Olho neles.

Enquanto alguns insistentemente só comentam de Brasil, Rússia e Estados Unidos, a França vai comendo por fora.

Não será surpresa se conseguir a classificação.

A seleção francesa, de Ngapeth e Rouzier, só ficou de fora das finais da liga mundial por causa de um dia ruim e um jogo atípico contra a Austrália.

Que ninguém se engane com eles.

 


Triste fim
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Bruno Voloch

A virtual eliminação da Itália no mundial da Polônia é uma grande zebra.

Absolutamente surpreendente.

Nem o mais pessimista torcedor italiano poderia esperar tal desfecho.

Mas a tragédia parecia anunciada. Verdade seja dita.

A Itália passou raspando pela primeira fase e se classificou com a ajuda direta dos concorrentes e por uma combinação de resultados. Só assim.

A contusão de Zaytsev foi um duro golpe. O golpe fatal.

O time perdeu sua referência em quadra, a única por sinal, e o cara que poderia fazer a diferença.

Sem ele, a Itália não assusta.

Sem ele, a Itália é comum.

E sem ele, o time caiu fácil para a fraca seleção da Sérvia por 3 a 0.

Matematicamente a Itália ainda pode sonhar.

Não deveria.

A eliminação é questão de tempo.

 

 

 

 


3 a 0 inesperado
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Bruno Voloch

Foi um 3 a 0 contundente.

O Brasil fez diante da Bulgária a melhor partida no mundial.

O início arrasador quando abriu 5 a o foi o suficiente para os búlgaros, por incrível que possa perecer, desistirem do jogo.

Era de se esperar muito mais da Bulgária. Era.

Concentrado e muito disciplinado no aspecto tático, o Brasil não deu chances ao adversário nos dois primeiros sets.

No terceiro a seleção não teve o mesmo ritmo e se viu em desvantagem.

Nada porém que representasse perigo real de perder o set.

Rapha e Vissoto entraram bem na partida e tiveram papel fundamental na virada brasileira.

Foi um 3 a 0 inesperado, especialmente depois do que o Brasil jogou contra Coreia e Cuba e principalmente pelo que a Bulgária apresentou diante da Rússia.

Mérito 100% da seleção.

Uma rodada parece ter sido o suficiente para classificar Brasil, Rússia e Alemanha no grupo F.

 

 

 

 

 

 


Uma ou outra
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Bruno Voloch

Carol ou Monique.

Uma delas será cortada da seleção brasileira e não disputará o campeonato mundial esse mês na Itália.

Essa é a única dúvida de José Roberto Guimarães.

Salvo algum problema de última hora, leia-se contusão, o grupo está praticamente definido.

Hoje, como Natália e Tandara podem atuar também como opostas, existe uma leve tendência para Monique sobrar.

Dani Lins, Sheilla, Fabiana, Thaísa, Fernanda Garay e Jaqueline, mais a líbero Camila são as titulares.

Fabíola, Natália, Tandara, Gabi, Adenízia e a líbero Leia estão certas entre as 14.

O corte será anunciado ainda essa semana.

 


Segunda como a primeira
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Bruno Voloch

Uma primeira fase sem sustos.

O time venceu todas as partidas e passou apenas algum tipo de aberto nos dois últimos jogos quando já tinha a classificação garantida.

Não vejo como preocupação e sim como relxamento natural o desempenho contra Coreia e Cuba nos dois últimos jogos.

Bernardinho não teve alternativa e com leve contusão de Bruno, já recuperado, se viu obrigado a usar Rafa. O levantador não comprometeu, mas estava nitidamente sem ritmo de jogo e bem abaixo do titular. Fato.

O técnico ressaltou a importância do grupo após a vitória diante de Cuba. Fez bem.

Numa competição tão desgastate é fundamental saber as peças de reposição nos momentos mais apropriados.

Vissoto, Lipe, Éder, Maurício e Rafa foram bem.

Não existe risco de desclasificação na segunda fase.

A Rússia, como de hábito, será o adversário mais complicado. Mas quando entrarem em quadra para se enfrentarem dia 14, Brasil e Rússia certamente já terão carimbado o passaaporte para a fase seguinte do mundial.

A briga no grupo F é saber quem ficará com a terceira colocação.

Diante do atual cenário, é difícil prever algo entre Alemanha, Finlândia, Bulgária e até o Canadá.

 

 

 

 


Japa romena
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Bruno Voloch

O CSM Bucuresti, da Romênia, é o novo clube de Ana Tiemi.

A jogadora deixa a Turquia e diferente do que se comentava nos bastidores, irá permanecer na Europa.

O Minas tinha desejo em repatriar Ana Tiemi. Ficou na vontade.

Ana está treinando com a seleção em Saquarema.

A possibilidade de jogar o mundial da Itália é quase zero. A levantadora se recupera de contusão e deve mesmo assistir o torneio pela televisão.

A decisão me parece pra lá de sensata.

Ana nunca foi valorizada no vôlei brasileiro e agora não seria diferente. O Minas, apesar de ter investido um pouco mais para essa temporada, não tem time para chegar entre os 4.

Os grandes estão fechados.

No exterior, a jogadora ganhou experiência, maturidade e capacidade suficiente para fazer a melhor escolha.

E fez.


Primeiro teste
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Bruno Voloch

Enfim, o teste.

A seleção brasileira, que venceu fácil a Alemanha e passeou contra a Tunísia, encontrou na Finlândia, quem diria, o adversário mais complicado na primeira fase do mundial.

Venceu é verdade, como era de se esperar, mas passou aperto no primeiro e terceiro sets.

Ruim ?

Não acho.

A seleção mostrou poder de reação especialmente no terceiro set e foi exigida, algo que não tinha acontecido até então.

Foi bom ver Rapha em quadra como titular.

Finalmente, totalmente em função das circunstâncias, o levantador deu as caras e mostrou serviço. Não comprometeu.

Político, foi inteligente nas declarações depois do jogo.

Bernardinho idem.

Sabe que precisará contar com Raphael enquanto Bruno não estiver 100%.

Quem não faz política é Lucarelli,

O atacante foi sem duvida o destaque do Brasil. Assumiu a responsabilidade e virou bolas importantíssimas.

O Brasil deixa a classificação encaminhada.

Será primeiro colocado.

Coreia e Cuba serão presas fáceis.

 

 

 

 


Empolgação natural
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Bruno Voloch

Os poloneses andam pra lá de entusiasmados.

O desempenho da seleção no mundial até agora é de fato animador.

São 3 jogos, 3 vitórias e 100% de aproveitamento.

Mas deixando o espírito caseiro de lado, uma certa dose de cautela seria prudente, embora confesse que seja difícil frear a empolgação dessa incrível e fanática torcida.

A  Polônia tem uma seleção de razoável para boa. Não está jogando mal, pelo contrário, mas ainda não foi testada.

A Sérvia, na estreia, é adversário melhor classificado no ranking mundial.

As demais vitórias não foram mais do que obrigação, como a conquistada na última rodada diante da inexpressiva Venezuela.

Acho interessante o trabalho de Antiga.

Treinador jovem, promissor, estudioso e responsável direto pela renovação do grupo. Anastasi, ex-Itália, é lembrado vagamente, mas Antiga tem sim seus méritos.

Se levar a Polônia até as semifinais, será um feito e tanto.