Blog do Bruno Voloch

Título do Cruzeiro traz à tona velha polêmica
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Bruno Voloch

William foi eleito o MVP da decisão da superliga e considerado o melhor levantador da competição.

Não foi a primeira vez e certamente não será a última.

O título do Cruzeiro traz à tona uma velha e conhecida polêmica.

A exibição quase perfeita do jogador na final diante do Sesi deixa boa parte dos torcedores inconformados com o não aproveitamento de William na seleção.

Existem aqueles, e não são poucos, que defendem Bruno Rezende como titular inquestionável.

Rafa, que pode voltar ao Trentino da Itália, tem sido pouco citado.

Murilo Radke é uma promessa e pode ser testado em breve.

Bruno, William, Rafa e Murilo.

Virtudes, vícios e defeitos.

Nenhum deles é unanimidade. Longe disso.

Bernardinho deve muito em breve divulgar nova relação com os nomes dos jogadores que atuam no exterior e os atletas envolvidos na final da superliga.

Será mais uma temporada de dúvidas e questionamentos sobre quem é o levantador ideal para a seleção brasileira.

 


Bruno Rezende frustra Sesi e Campinas e anuncia que fica no Modena
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Bruno Voloch

Bruno Rezende não voltará ao vôlei brasileiro e ficará no Modena.

Pelo menos foi o que o levantador titular da seleção brasileira disse em entrevista após a derrota para o Macerata, terceira seguida, que ficará no clube para a temporada 2014/15. Se irá cumprir com a palavra é outra questão.

O resultado eliminou o Modena da competição.

A decisão de Bruno frustra Sesi e Campinas. Os dois times tinham interesse na contratação do jogador.

Essa é a segunda passagem do atleta pelo Modena.

Em 2011, após a extinta Cimed cair nas quartas de final da superliga, Bruno aceitou a proposta e defendeu a equipe nos playoffs do campeonato. Era a primeira vez que o levantador atuava no exterior.

A crise no RJX levou Bruno novamente ao Modena em janeiro desse ano. Com 4 meses de salários atrasados, o jogador optou em voltar ao vôlei europeu.

Se mantiver a palavra e o que disse aos jornalistas italianos ainda em quadra, Bruno faria finalmente a primeira temporada completa no Modena.


Marcelo Mendez é do Cruzeiro até 2016
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Bruno Voloch

O Sada/Cruzeiro terá Marcelo Mendez como treinador até 2016.

Desde 2009 no clube, o técnico assinou contrato tem contrato válido pelos próximos 2 anos. A confiança no projeto é tão grande que a esposa e os 3 filhos deixaram a Argentina e estão morando em Belo Horizonte.

Após a conquista do bicampeonato da superliga, Marcelo terá pouco tempo de descanso.

Entre os dias 5 e 10 de maio, o Cruzeiro defenderá o título mundial e novamente diante da torcida e no Mineirinho, palco da final contra o Sesi.

O mundial contará com a participação de oito times. Além do atual campeão Cruzeiro, já estão confirmados o russo Belogorie Belgorod, que conquistou a Champions League e o UPCN, vice-campeão sul-americano.

 


Macerata confirma favoritismo e elimina Modena, de Bruno Rezende, na Itália
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Bruno Voloch

A temporada 2013/14 está perto do fim para Bruno Rezende.

O Modena, do levantador titular da seleção, caiu pela terceira vez seguida para Macerata e foi eliminado do campeonato italiano.

Assim como nas duas primeiras partidas da série, o jogo terminou 3 a 0 para o Macerata.

Bruno jogou os 3 sets e fez 1 ponto. O polonês Kurek foi o destaque com 15 pontos.

Na outra semifinal, o Piacenza fez valer o fator casa, ganhou de 3 a 2 do Perugia e abriu 2 a 1 na série. Na quarta-feira, dia 16, os times voltam a jogar em Perugia.

 

 

 


Dante é campeão no Japão, Rapha na Turquia e Karine na Suíça
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Bruno Voloch

O fim de semana foi de vitórias para o vôlei brasileiro.

No Japão, Dante conquistou o título da Premier League pelo Panasonic Panthers. Na decisão, a equipe do ex-jogador da seleção derrotou o JT Thunders por 3 sets a 2.

Quem também comemorou título no Japão foi Cibele. O Hisamitsu fez 3 a 1 no Okayama e ganhou o campeonato japonês pela segunda vez consecutiva.

Na Europa, o Fenerbahçe, de Fernanda Garay, esteve muito perto de vencer a Copa da Turquia.

Na final, o time chegou a estar vencendo o Vakifbank por 2 a 0, mas sofreu a virada e caiu por 3 a 2 ficando assim com o vice-campeonato.

Ainda na Turquia, pelo masculino, o  Halkbank, time do levantador Rapha, ganhou a Copa Turca ao vencer o Fenerbahçe, do brasileiro Thiago Alves, por 3 a 2.

Na Suíça, o Volero Zürich, da levantadora Karine, ex-Osasco, foi campeão nacional ao bater o Koniz por 3 a 0.

 


Tríplice coroa e crônica de um título anunciado
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Bruno Voloch

Crônica de um título anunciado.

Campeão do mundo, campeão sul-americano e novamente campeão brasileiro

Difícil, muito difícil encontrar adjetivos para o Sada/Cruzeiro.

O título da superliga está muito bem entregue e não poderia ficar em melhores mãos.

Era natural que o atual campeão mundial vencesse também o campeonato brasileiro. Venceu. Aliás ganhou o melhor, aquele que foi formado para ser campeão

23 vitórias e 4 derrotas.

A campanha, tamanha a superioridade técnica, teve um número excessivo de derrotas. Mas o Cruzeiro foi soberano, especialmente nos playoffs onde simplesmente não tomou conhecimento dos adversários que encontrou pela frente, inclusive o Sesi na final.

Na decisão, com Mineirinho lotado, a torcida fez um lindo espetáculo e os jogadores retribuíram dentro de quadra.

3 a 0 com sobras.

O Cruzeiro foi impecável e não deu chances ao Sesi. Não mesmo.

William foi novamente perfeito na distribuição e o entrosamento com Wallace fez a diferença como de costume. Leal mostrou força no ataque e Éder coragem no saque.

O Sesi teve viveu de lampejos e abusou dos erros. Só isso.

Acuado, perdeu Lucarelli e Renan que sentiram nitidamente a pressão. Pacheco tentou de tudo, mas o cenário se manteve e o time completamente dominado pelo Cruzeiro.

Murilo esteva apagadíssimo e nem Lucão conseguiu jogar. Nem ele, nem ninguém.

Do outro lado, a decisão consagrava Filipe, melhor em quadra.

Atuação soberba sob comando do sempre eficiente William.

Jogador pouco badalado, essencial no sistema tático do time e que viveu seu dia de herói no Mineirinho.

Cruzeiro avassalador, título incontestável e Filipe nota 10.

Ao Sesi restou se contentar com o vice, posição honrosa em se tratando de Cruzeiro como adversário na final.

 


Saque e passe definem e colocam Rio na final pela décima vez
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Bruno Voloch

Nem Fofão, muito menos Brankika.

No duelo entre Bernardinho e José Roberto Guimarães, o saque e o passe, fundamentos básicos do vôlei, definiram a semifinal entre Rio e Osasco e colocaram o time carioca na decisão.

Faltou técnica e sobrou emoção no jogo que definiu o Rio finalista da superliga feminina pela décima vez consecutiva.

Agressivo, Campinas mandou no primeiro set. A sérvia Brankika foi literalmente caçada em quadra e não andou. Claudinha atuou com simplicidade, inteligência, percebeu o bom rendimento de Natália e o resultado foi uma vitória tranquila por 21/12.

Mas era só o começo.

O Rio devolveu na mesma moeda.

A recepção de Campinas, com Walewska insistentemente fazendo a função de passadora, impediu o time paulista de jogar e o atual campeão brasileiro virou a partida com facilidade.

Carol já se destacava aquela altura.

No quarto set, Zé Roberto mudou o panorama do jogo que caminhava para um 3 a 1. Pri Heldes entrou bem no saque e Gattaz na rede. Campinas redescobriu Brankika no passe e sobreviveu graças aos ataques de Tandara.

Claudinha, depois de uma bronca histórica ainda no terceiro set, fez a oposta jogar, leu a rede adversária e Campinas levou merecidamente a decisão para o quinto set.

Era nítido o nervosismo em quadra.

Jogo decidido em detalhes.

Mesmo abrindo 14/10, o Rio teve a partida nas mãos, mas não teve competência para fechar e sofreu desnecessariamente.

O passe, novamente o passe, foi o grande vilão de Campinas e originou o décimo sexto ponto do Rio.

Campinas deixa a competição com a sensação de que poderia ter ido além, porém dependeu exclusivamente de Tandara, disparada melhor jogadora do time na competição e pagou pelo sistema de recepção fraco e vulnerável.

No Rio, a jovem Carol roubou a cena e foi a grande protagonista. Brankika não foi a mesma de Campinas, mas rodou a bola mais importante do jogo que deu o décimo quinto ponto ao time no quinto set.

Em resumo, o saque e passe definiram o resultado da partida e colocaram o Rio na final pela décima vez.

 

 

 

 

 

 


Sada/Cruzeiro x Sesi: Filipe x Lucarelli e Wallace x Renan
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Bruno Voloch

A final da superliga masculina se aproxima.

O quem é quem da decisão entre Sada/Cruzeiro x Sesi chega aos opostos mas passa antes por Filipe e Lucarelli.

O blog quer saber do leitor quem leva vantagem ?

Filipe ou Lucarelli ?

E na saída ?

Wallace ou Renan, que substitui Evandro ?

Sábado, véspera da decisão, a gente divulga o resultado da enquete


Fabíola emperra rodinha 29; Dani Lins dá banho de bola e consagra Fabiana
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Bruno Voloch

Dani Lins mostrou porque é a melhor levantadora do Brasil.

Fabíola mostrou que ainda está distante de ser uma levantadora confiável. É uma quando o time comanda o placar e outra quando a equipe está atrás. Fato.

A diferença técnica entre as duas jogadoras definiu a primeira semifinal.

Não é segredo que Thaísa e Fabiana são hoje as jogadoras de segurança para Osasco e Sesi.

Mas enquanto Dani fez Fabiana jogar, deitar e rolar, Fabíola teve a incrível capacidade de tirar Thaísa da partida no terceiro set com uma repetição de bolas inacreditáveis.

Assim o Sesi quebrou a invencibilidade de Osasco e fez 3 sets a 1. A rodinha 29, prevista e cantada por todos, parou nas mãos de Fabíola.

As entradas sempre eficientes de Carol e Mari na inversão ajudaram, Ivna colaborou e o retorno de Bia foi importante em termos ofensivos.

Dani Lins porém foi brilhante, decisiva e deu um autêntico banho de bola em Fabíola.

Osasco sofreu com o longo período em inatividade e os erros de Caterina e Sanja. As duas juntas fizeram menos pontos do que Dayse, ou seja, inaceitável. Gabi fez o que pode quando para variar entrou no fogo.

Adenízia com seu espírito guerreiro habitual contagiou o ginásio e quase levou o time ao tie-break. Quando tudo indicava o quinto set e o Sesi acusava a pressão, Sheila sacou para fora e permitiu o retorno de Fabiana ao jogo. Era a senha que faltava.

O Sesi cresceu e fechou o set no limite com 23/21. Venceu literalmente pelas mãos de Dani Lins e Fabiana.

19 pontos, 13 de ataque e 5 de bloqueio e 1 de saque. Assim rendeu Fabiana em 4 sets. Ninguém pontuou mais do que a central do Sesi, mas ninguém jogou mais do que Dani Lins.


Novos personagens e conteúdo detalhado da crise na CBV
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Bruno Voloch

As notícias dando conta de que Radamés Lattari e Renan Dal Zotto receberiam cerca de R$ 30 mil por mês e trabalhariam apenas 3 vezes por semana desencadearam uma série de denúncias e e-mails em minha caixa postal.

Óbvio que nem todos podem ser levados em consideração e merecem os devidos créditos diante do cenário atual, mas um deles em particular chama atenção.

O conteúdo aparentemente é de gente que conhece muito o dia a dia da entidade e evidencia o surgimento de dois novos personagens: José Fardim e principalmente Tadeu Saad.

Eis o relato recebido:

‘Prezado Bruno Voloch,
 
Sou um profissional que trabalha no meio do esporte há anos e (ainda) pertenço ao quadro de funcionários da CBV. Gostaria de te contar alguns fatos deste escândalo envolvendo o nome da CBV e o de algumas pessoas conhecidas, pois você foi o único jornalista que começou a abordar ontem a verdadeira face oculta dessa história.  
Lembra da briga pela participação do Volta Redonda na Superliga, que você mesmo disse que tudo teria “acabado em pizza”? Lembra das liminares na justiça? Lembra do protesto dos atletas na sede da CBV?  
Na época, o Fabio Azevedo e o Renato Davila eram contra a participação do VR na Superliga e afirmaram categoricamente na imprensa, após o protesto dos atletas, que o Volta Redonda estaria fora da Superliga.
Acontece que o Fardim, Superintendente Executivo da CBV na época, conseguiu articular um acordo e conseguiu que o Volta Redonda fosse confirmado na Superliga na semana seguinte. O Fabio deixou a CBV assim que o Volta Redonda foi confirmado na Superliga e o Renato ficou. 
Paulo Márcio (Seleções) e Tadeu Saad (Volei de Praia) ameaçaram também sair da CBV caso o Fardim não fosse afastado. A partir daí começou toda a articulação que resultou nesse escândalo.  
Tadeu e Paulo Márcio contaram para o Bernardinho sobre a decisão de sair da CBV e o Bernardinho falou para o Tadeu copiar a maior quantidade possível de documentos da CBV antes de sair.  
Foi exatamente o que o Tadeu fez. Antes de sair da CBV e com a ajuda do Rodrigo Ribeiro (que ainda trabalha na entidade) e de outros funcionários, ele conseguiu diversos documentos da CBV e os entregou nas mãos do Bernardinho.  
O Tadeu é a ligação de toda essa história. A partir daí ocorreram diversas reuniões na CBV com a presença do Bernardinho. Ele exigiu a saída do Fardim e do Pina e a entrada do Radamés e do Renan. E está até hoje exigindo a recontratação do Tadeu e do Marco Aurélio Mota (demitido pelo Toroca). Na verdade o que dizem é que deseja o afastamento do Toroca para colocar alguém de sua confiança como Presidente da CBV.  
O Tadeu continua no “grupo” até hoje e se reúne frequentemente com o Bernardinho, Renan, Radamés, Marco Aurélio Mota e outros. Conforme você ja noticiou, foi mesmo o Bernardinho que entregou os documentos e daí você sabe o que aconteceu.  
Estão acusando o Dr. Ary e até agora não provaram nada. A CBV nunca pagou os tais 20 milhões, posso garantir. Mas porque a CBV nunca disse isso publicamente?
Agora tem uma coisa que me deixa ainda mais preocupada: com a gestão que está sendo realizada pelos “novos gestores”, tenho certeza que o vôlei brasileiro vai despencar como produto nos próximos anos ou meses.
Um belo exemplo: resgate as imagens da linda festa da final da Superliga do ano passado (Ibirapuera e Maracanazinho) e compare com as finais deste ano. Este ano será um desastre.
Será que irão dizer também que houve super investimento, super faturamento? Toda a festa foi feita por profissionais da Rede Globo (criança esperança), super sérios e de conduta exemplar.
E este ano? Por que nem mesmo o sistema eletrônico de desafio foi contratado? A CBV parou de investir no seu produto e o vôlei vai morrer!
Já estou, com tristeza, procurando outro emprego.
Você falou e o Radamés desmentiu. Mas quando ele fica na CBV, e é realmente pouco tempo, ele fica ou contando piadas ou escutando piadas no computador a todo volume e chamando outros funcionários para ouvir. Qualquer funcionário da CBV pode comprovar isso. 
O Volei de Praia está em péssimas mãos e não dá pra entender. A CBV tem hoje em seus quadros um dos melhores dirigentes de Volei de Praia do Mundo, que é o Marcelo Wangler. Por que não substituir o Radamés pelo Marcelo? Garanto que 10 entre 10 atletas e treinadores do Volei de Praia aprovariam e adorariam. Pode perguntar.
O Renan também só trabalha 3 vezes por semana, pois continua morando em Florianópolis. E ganhando todo esse dinheiro. Mas tem que ser somado aí os custos com passagens aéreas que certamente é a CBV que paga.
Que saudade…’
O blog se reserva no direito das fontes e deixa o espaço  aberto, assim como fez no caso de Radamés Lattari, para ouvir todos os envolvidos.