Blog do Bruno Voloch

Formato mantido para 2015
Comentários 7

Bruno Voloch

Ary Graça, presidente da FIVB, Federação Internacional de Vôlei, acompanhou de perto as finais da Liga Mundial em Florença, na Itália.

O ex-mandatário da CBV assistiu a derrota do Brasil para os Estados Unidos por 3 a 1.

Apesar das denúncias recentes e muito diferente do que se imagina, Ary segue intocável e absolutamente prestigiado entre os conselheiros e integrantes da federação.

Bobagem gigantesca dizer que Ary ficou satisfeito com a derrota do Brasil de Bernardinho.

Ary já deixou claro inúmeras vezes e provou, via carta, que seu pedido de demissão aconteceu antes da suposta crise e simplesmente ignora as notícias que dão conta da participação do técnico nas denúncias.

O dirigente esbanjou satisfação sim, mas pelo sucesso da competição em 2014 e aproveitou a fase final para confirmar que o formato será mantido em 2015.

No ano que vem o torneio irá contar com 28 seleções, divididas em sete grupos de quatro.

O Brasil está no grupo A e terá Itália, Sérvia e Austrália como adversários.

Rússia, Estados Unidos, Polônia e Irã formam o grupo B.

A Bulgária foi rebaixada para o segundo escalão.

A Liga Mundial acontecerá entre 5 de junho e 26 de julho de 2015 e a FIVB ainda não definiu qual país receberá a fase final.


Incômodo jejum
Comentários 54

Bruno Voloch

E o Brasil ficou novamente com o vice.

Passou perto.

Para muitos foi até longe demais. Na final porém caiu e perdeu para a sempre disciplinada seleção dos Estados Unidos.

Bernardinho, humilde e mostrando o descontrole emocional de sempre, como no primeiro set ao xingar o árbitro, soube reconhecer os méritos do adversário, infinitamente superior física e tecnicamente.

Ainda no calor da partida, fugiu de suas características, criticou abertamente Lucão e Mario Jr e bateu forte na instabilidade dos jogadores.

Não dá porém para jogar a responsabilidade em Lucão. O líbero é velho conhecido e rendeu o esperado.

Fato é que o Brasil da decisão foi o Brasil da maior parte da liga, ou seja, viveu de altos e baixos, mas não sobreviveu. Não foi de nem de perto o time consistente que atropelou a Itália 3 vezes seguidas.

Os Estados Unidos foram agressivos, corajosos e venceram principalmente pelo aproveitamento no ataque e bloqueio a partir do terceiro set.

Anderson deixou para jogar contra o Brasil tudo que não tinha apresentado na competição.

Sander foi espetacular e o nome do jogo. O central Lee, tímido no início, desencantou também do terceiro set em diante. Anulou Lucão.

Enquanto isso, John Speraw, técnico dos Estados Unidos, tinha a leitura perfeita.

A entrada de Muagututia Garrett mexeu com a estrutura tática e acabou sendo fundamental. Rooney Sean tinha sérias dificuldades na recepção, Muagututia fez o time rodar e Christenson jogar com passe A.

Os Estados Unidos ainda assim abusaram dos erros de saque, mas arriscaram bem mais que o Brasil.

Lucarelli foi o mais regular do Brasil.

Como bem disse Bernardinho, venceu o melhor.

Dura constatação.

Por tudo que (não) fez na liga mundial, a seleção não merecia mesmo o título. O Brasil evoluiu, mas não o suficiente para ser campeão.

Não mesmo.

E segue o incômodo jejum de 4 anos.

O Brasil continua na fila e amarga mais um vice-campeonato.

 

 

 

 


Brasil resolve em 20 minutos
Comentários 34

Bruno Voloch

Bastou um set.

Foi o que a seleção brasileira precisou para vencer a Itália e se classificar para a final da Liga Mundial.

Em apenas 20 minutos e inacreditáveis 25/11, o Brasil resolvia o set e o jogo.

A Itália se encolheu, continuou passiva em quadra e viu o adversário simplesmente controlar a partida e vencer com absoluta autoridade os sets seguintes com 25/23 e 25/20.

O Brasil ignorou a pressão da torcida e se impôs desde o início.

O saque bisonho dos italianos facilitou a vida do passe brasileiro. O levantador Bruno, sem pressão, jogou solto e fez o time andar sem dificuldades.

Para se ter uma ideia, Wallace foi pouco acionado e discreto nos 3 sets.

Lucarelli foi o melhor dos atacantes e Lucão e Sidão se destacaram na rede. Juntos, fizeram o dobro de pontos da Itália no fundamento. Praticamente todos os ataques da Itália eram amortecidos pelo bloqueio brasileiro.

A Itália era o que se sabia.

Sem Zaytsev, não andou. Não resistiu. Sem banco, Berruto não pode fazer nada.

 

 

 

 

 

 

 


Coreia abre as portas para Hooker
Comentários 10

Bruno Voloch

Destinee Hooker está de volta às quadras.

A jogadora norte-americana foi contratada pelo IBK Altos, da Coreia. A última experiência de Hooker havia sido no desconhecido Caguas Criollas, de Porto Rico, em março.

A atleta acabou sendo dispensada por deficiência técnica.

Hooker não esconde o desejo de ser convocada novamente para a seleção, mas por enquanto continua fora dos planos de Karch Kirally.

Aos 26 anos e mãe de Keitany Coulter, de 6 meses, essa será a segunda passagem da jogadora pela Coreia. Na temporada 2009/2010, Hooker defendeu o GS Galtex, de Seul.


Brasil faz sua escolha
Comentários 36

Bruno Voloch

Aconteceu o que se imaginava.

A seleção brasileira entrou em quadra 'desfalcada' de Murilo e Sidão, perdeu para o Irã e o resultado acabou eliminando a Rússia da liga mundial.

O discurso é aquele velho conhecido de que 'fizemos o nosso melhor'. Pode até ser.

É inegável porém o gosto de satisfação de cada jogador da seleção e do técnico Bernardinho ao ver a Rússia fora das semifinais.

Dessa vez porém, diferente do mundial de 2010 contra a Bulgária, o time jogou aparentemente com seriedade, não tinha responsabilidade, mas acabou surpreendido pelos 3 a 1, placar que definitivamente não estava no script.

Se entregou o jogo, conseguiu disfarçar e não dá para ser acusado de 'marmelada'.

A Rússia certamente pensa diferente, mas foram os próprios russos que se meteram nessa situação, ou seja, dentro de quadra não resolveram.

O resultado e a consequente eliminação da Rússia só serve para acirrar ainda mais os ânimos entre as seleções para um possível encontro no mundial da Polônia.

Enfrentar a Itália em tese pode ser mais complicado, mas o caminho escolhido é conhecido.

Os Estados Unidos normalmente são adversários difíceis de serem batidos e nosso jogo historicamente não encaixa com o deles.

A confiança do grupo está em alta e se livrar da Rússia foi um ótimo negócio.

 

 

 

 


Japão é sinônimo de segurança
Comentários 10

Bruno Voloch

Se pudesse optar, não tenho dúvida que Leandro Vissoto ficaria no Brasil.

Era esse o desejo dele e principalmente da esposa.

O jogador porém, ainda traumatizado pela passagem pelo Rio de Janeiro, pensou justamente na família e principalmente na segurança, leia-se, no futuro.

Não pode correr riscos novamente e por aqui, como se sabe, vive-se numa eterna insegurança.

Atuar e morar no exterior não chega a ser nenhuma novidade. Vissoto já passou pela Itália, Rússia e Coreia.

Aos 31 anos, será a estrela do JT Thunders para 2014/2015.

Vissoto trocou o certo pelo incerto.

 

 


Reforço na acepção da palavra
Comentários 4

Bruno Voloch

A equipe de Maringá acertou a contratação do líbero Thiago Brendle.

Trata-se de um bom reforço.

Thiago tem passagens pelas seleções de base, é rodado e experiente.

Chega credenciado, pelas mãos de Ricardinho, antigo companheiro de Vôlei Futuro, e com o aval de Horácio Dileo.

Aos 28 anos, ganha mais uma oportunidade na carreira.


Como tirar o pé ?
Comentários 32

Bruno Voloch

Vai entender …

A questionável seleção de Bernardinho fez diante da Rússia seu melhor jogo na liga mundial.

Além de quebrar um tabu de 2 anos sem vencer o adversário, a vitória por 3 a 1 classificou o Brasil para as semifinais antecipadamente.

A regularidade e o equilíbrio emocional foram decisivos e superaram os números, importantes diga-se de passagem, e o aproveitamento no ataque e bloqueio.

Se a primeira fase da liga foi marcada por armações que tinham como objetivo eliminar o Brasil das finais da competição, quis o destino que o futuro da Rússia ficasse nas mãos da seleção brasileira.

Se vencer o Irã, o Brasil mantém a Rússia viva na competição.

Se tropeçar, a seleção pode até perder o primeiro lugar, cruzaria com a Itália nas semifinais, mas tiraria a Rússia definitivamente do caminho.

O polêmico Alexey Spiridonov igonoru a derrota Rússia, disse que o Brasil não mostrou nada de diferente e falou abertamente em possível 'jogo combinado'. Afirmou que ninguém que ver a Rússia classificada.

Fato é que o time de Bernardinho demorou a se acertar, está sem perder desde o segundo jogo contra a Polônia na fase de classificação, ou seja 4 partidas, e recuperou a confiança.

Como tirar o pé agora ?

 


Grata surpresa
Comentários 19

Bruno Voloch

A tradicional Yeltsin Cup é da Bulgária.

O torneio, que é disputado anualmente na Rússia, terminou de forma surpreendente.

Sem contar com as principais estrelas, as russas caíram na decisão e acabaram derrotas por 3 a 2 com 15/11 no tie-break.

Curiosamente, a Bulgária, que venceu o Brasil em 2013 pelo Grand Prix, é dirigida atualmente por Vladimir Kuzyutkin, treinador que conquistou o título mundial com a Rússia em 2010 no Japão.

Nikolova foi a maior pontuadora da final com 25 pontos.

A Holanda ficou em terceiro lugar depois de vencer o Japão por 3 a 0 e ainda viu Judith Pietersen ser eleita a melhor jogadora da Yeltsin Cup.

 

 

 


Estados Unidos fazem a quadra diante Brasil
Comentários 50

Bruno Voloch

Novo jogo, nova derrota.

Os Estados Unidos completaram a quadra e venceram o Brasil pela quarta vez consecutiva encerrando assim a série de amistosos entre as duas seleções.

Honestamente não me recordo de algo semelhante desde que José Roberto Guimarães assumiu o cargo.

Por mais que tenha tido o caráter amistoso, o desempenho da seleção não deixa de ser preocupante.

É bem verdade que as duas últimas partidas foram decididas no tie-break, mas nada porém apaga a imagem negativa de 4 derrotas seguidas para o mesmo adversário.

O pior é que em tese o treinador levou para a excursão o que tinha de melhor, ou seja, todas as titulares. Jaqueline, embora seja peça importante no esquema, não atua pela seleção desde a olimpíada de Londres em 2012.

Sheilla mostrou que está bem abaixo do que pode render.

A linha de passe do Brasil sofre nas mãos de Natália. Gabi é jovem e tem enorme potencial.

Tandara quase não foi aproveitada, algo sinceramente inexplicável. É hoje, diante do atual cenário, a melhor opção ao lado de Garay nas pontas.

Monique jogou bem a quarta partida e substituiu Sheilla com autoridade.

Se os amistosos serviram de teste ou observação, só a comissão técnica pode responder, mas que os resultados não foram satisfatórios, é fato.