Blog do Bruno Voloch

A escolha de Jaqueline
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Bruno Voloch

O assunto já deu o que tinha que dar.

Jaqueline não está jogando ou não vai jogar por opção própria.

É preciso separar as coisas.

O ranking da CBV pode ser injusto, tem lá suas falhas, é perfeitamente discutível e baseado questões políticas e pessoais.

Clubes seguem mandando e jogadores aceitando.

Simples assim.

É uma classe desunida e marcada por muita vaidade. Cada um olha para ser próprio umbigo.

Por essas e outras que Jaqueline dançou.

Não teria sentido algum deixar de atribuir pontuação máxima para jogadora, afinal trata-se de uma atleta titular da seleção brasileira.

Sendo assim o choro, embora livre, não é justificável.

Osasco quis Jaqueline no fim da superliga passada. Não houve acordo.

A jogadora é um dos maiores salários do vôlei brasileiro. São raros os clubes que podem arcar com tamanha despesa.

Jaqueline, até onde consta, teve inúmeras propostas do exterior, sendo a última do Japão, divulgada aqui no blog durante o mundial da Itália.

Ela recusou todas.

Prefere ficar no Brasil.

Priorizou a família e cuidar do marido que se recupera de cirurgia.

Nada mais justo e louvável.

Jaqueline não pode vir com esse discurso de vítima.

A CBV erra e como.

Está longe de ser um exemplo, mas nesse caso, não se pode responsabilizar a entidade.

Jaqueline fez sua escolha.


Foi-se o tempo
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Bruno Voloch

Antes do início da superliga, Cruzeiro e Praia Clube confirmaram o favoritismo e conquistaram novamente o título estadual.

O Sada/Cruzeiro ganhou o campeonato mineiro pela quinta vez consecutiva ao derrotar o Minas por 3 a 0.

O Praia não fez diferente.

O time comandado agora por Ricardo Picinin sagrou-se tetra campeão mineiro. O adversário na final também foi o Minas.

É importante constatar a luta do mais tradicional clube do estado para manter as atividades no esporte.

Acontece que Minas, que já faz tempo entra na superliga apenas para participar, agora amarga também um longo jejum de títulos no estado.

Masculino e feminino são constantemente batidos nas finais.

Foi-se o tempo.

O verdadeiro Minas infelizmente deixou saudades.

 


Eterno reféns
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Bruno Voloch

Não passou de um leve suspiro.

Os clubes que disputarão a superliga masculina haviam acertado que a decisão do campeonato seria disputada em 3 partidas e não em final única como tem acontecido nos últimos anos.

Martelo batido, restava apenas ter a aprovação da TV Globo, detentora dos direitos de transmissão.

A emissora, curiosamente , não se opôs de início, mas deixou claro que não poderia garantir na grade os 3 jogos.

Os clubes resistiram. Se animaram. A alegria porém durou pouco.

Em comunicado oficial a Globo determinou final única para homens e mulheres, ou seja, nada muda.

Manda quem pode, odedece quem tem juízo,

Vida que segue …

 

 


Trio de volta e Dani Lins
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Bruno Voloch

Profissionalismo é isso.

Dani Lins, Thaísa, Adenízia e Camila Brait terão pouco tempo de descanso.

Ou quase nenhum.

Osasco já espera contar com as 4 jogadoras na abertura das quartas de final do campeonato paulista.

Derrotado recentemente pelo Sesi, isso mesmo pelo Sesi, o time terá que enfrentar Bauru.

Serão dois jogos.

O primeiro dia 20 em Bauru e o segundo dia 23 em Osasco. Em caso de empate a vaga será decidida num set extra de 15 pontos.

São Bernardo e Pinheiros e Araraquara e São Caeatano completam as quartas de final.

Líder na fase de classificação, o Sesi está classificado para as semifinais. 

Certo é que com as 3 de volta ao time e a estreia de Dani Lins, começa outro campeonato.

Osasco não será o mesmo.


Saudades dos bons tempos
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Bruno Voloch

Com o fim do mundial feminino as atenções se voltam para os clubes.

Na Coreia não é diferente.

A federação local investe pesado no esporte.

A Liga 2014.15 promete ser das mais equilibradas. Nunca se gastou tanto como agora.

A ideia é trazer estrangeiras que possam fazer a diferença e obrigar os clubes a incentivarem as categorias de base.

O Brasil se faz presente na Coreia com Joycinha, ex-jogadora da seleção,

Ela é uma das estrelas do Daejeon KGC.

Além dela, a liga coreana contará com Sarah Pavan, Destinee Hooker e Nicole Fawcett, campeã mundial com os Estados Unidos.

O modelo bem que poderia ser copiado por nossos dirigentes no Brasil. A falta de competência e a vaidade não permitem.

As 3 já brilharam por aqui no Rio, Osasco e Minas.

Saudades dos bons tempos.

 

 


Barriga cheia
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Bruno Voloch

Difícil entender o que se passa com Jaqueline.

Após a conquista da medalha de bronze, a jogadora desabafou  afirmando estar preocupada com o futuro.

Faz sentido, afinal Jaqueline está sem clube.

A filosofia de José Roberto Guimarães é simples.

Só pode ser convocada jogadora que está em atividade. Jaque quebrou a regra e voltou para a seleção porque a inatividade foi em função da gravidez.

Agora não. É diferente.

É compreesível a revolta dela com o fato de não ter time no Brasil.

Absurdo.

Ao mesmo tempo porém não se justifica.

Jaqueline tem propostas de fora do país e só não aceita porque não quer.

Simples.

Se a prioridade é a família, ótimo. Louvável.

Muitas fariam o mesmo.

Dinheiro as vezes não é tudo.

O Japão, através do Hisamitsu, ofereceu meio milhão de dólares por 6 meses de contrato.

Jaque disse não.

Direito dela.

Portanto é aquele caso.

A gente dorme com nossos atos ou escolhas e acordamos com as consequências.

 

 

 

 

 

 

 


‘Não me arrependo’, afirma Marichev
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Bruno Voloch

A pressão na Rússia é grande.

A mídia local dá como certa a saída de Yuri Marichev após a decpecionante campanha no mundial da Itália.

O time foi eliminado antes das semifinais, algo que não acontecia desde 1986.

Ciente de que deve deixar o cargo, Marichev declarou que não se arrepende de ter chamado Gamova, pivô da crise, para a seleção:

'Eu faria tudo de novo e não me arrependo de chamar Gamova. Nem por um segundo. Ela poderia ter sido o fator chave para ganhar este torneio. Mas nossa seleção não teve tempo suficiente para se preparar. Treinamos apenas durante 20 dias e precisaríamos de muito mais tempo. Ela em especial'.

No fim de semana, via facebook, a jogadora também se desculpou pelo desempenho ruim da Rússia no mundial.

A decisão sobre o futuro de Marichev deve ser anunciada nas próximas semanas.

O treinador Rishat Gilyazutdinov, que dirige Gamova no Dínamo Kazan, é um dos nomes cotados para assumir a seleção feminina.

 


Europa novamente
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Bruno Voloch

A Europa deve sediar novamente o campeonato mundial masculino.

O presidente da FIVB, Federação Internacional de Vôlei, Ary Graça, disse em entrevista que a Rússia é a favorita e que tem 50% de cahnaces de receber o evento.

Uma reunião nas próximas semanas entre Stanislav Shevchenko, presidente da federação russa, e o corpo executivo da FIVB deve definir a questão.

A Rússia decepcionou e caiu antes das semifinais nas duas categorias.

A Polônia, assim que venceu o mundial, manifestou desejo de sediar novamente a competição. O Qatar e a Espanha idem.

O mundial feminino será no Japoão.

Ambos acontecerão em 2018.

Russian Volleyball Federation


Novo cenário
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Bruno Voloch

A derrota para os Estados Unidos na semifinal fez o Brasil perder a liderança no ranking mundial.

O título conquistado colocou as norte-americanas em primeiro lugar.

Os Estados Unidos somaram 100 pontos e chegaram aos 345. O Brasil ficou com 310, somados os 80 ganhos com o bronze na Itália.

Medalha de prata, a China se manteve em terceiro no ranking.

Japão e Itália, apesar da boa campanha, caíram uma posição.

Quem deu um enorme foi salto no ranking foi a República Dominicana. A seleção comandada pelo brasileiro Marcos Kwiek saiu do décimo para o sexto lugar com 181 pontos e deixou a Rússia, 180, em sétimo.

Sérvia, Alemanha e Coreia completam os 10 primeiros.

O novo ranking foi divulgado pela FIVB, Federação Internacional de Vôlei.

 

 


Resposta dentro de quadra
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Bruno Voloch

Milão ( Itália ).

Hall do NH Hotel.

Karch Kiraly distribui sorrisos. Entre uma conversa e outra não deixa de dar atenção aos familiares que acompanharam o treinador desde a chegada aqui na Itália.

Melhor jogador do século, o técnico já havia saboreado o título mundial como jogador há 28 no mundial da França.

Kiraly dispensa apresentações.

O tempo é curto.

O que se vê é uma incrível correria entre as jogadoras para arrumar as malas e voltar para casa, afinal são mais de 40 dias entre o mundial e a fase de preparação.

Muito gentil e educado, responde duas perguntas de forma rápida e objetiva.

Quero saber qual a sensação de ser campeão pela primeira vez como treinador. Ele surpreende:

'Era pra fazer história. Fizemos. Escrevemos nossos nomes e o dos Estados Unidos. Quando chegamos aqui nesse mesmo local na quarta-feira depois da derrota para a Itália ouvimos algumas piadas do tipo 'podem arrumar as malas', 'acabou' e isso mexeu com nosso time. A resposta foi dentro de quadra. Como deve ser. Agora preciso mesmo arrumar as malas', e ri.

Termino falando do trabalho de renovação e de Hooker.

'Hooker só retorna se mudar muito sua postura. Hoje não. Fico feliz em ver nomes como Murphy, Dixon e Robinson correspondendo. Isso é que me dá mais satisfação'.

Você poupou Larson e Harmotto ? Elas estavam 100% ?

'Dê uma olhada nos números delas. Depois me fala ….'

Kiraly se despede educadamente e deixa o local.