Blog do Bruno Voloch

Arquivo : julho 2013

Rodrigo Caetano e Celso Barros divergem sobre Abel Braga
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Bruno Voloch

Não é segredo para ninguém.

O jogo contra o Grêmio será decisivo para o futuro de Abel Braga no Fluminense.

Conforme o blog divulgou no início da semana, o nome de Ney Franco é o dos mais comentados nos bastidores do clube.

http://blogdobrunovoloch.blogosfera.uol.com.br/2013/07/22/ney-franco-ronda-as-laranjeiras/

Rodrigo Caetano briga pela permanência de Abel. Celso Barros, presidente da Unimed, pensa diferente. Não existe racha, mas as opiniões são divergentes.

Celso Barros não admite ver o Fluminense fora da Libertadores em 2014.


Do chororô ao time de guerreiros, Cuca finalmente alcança a glória
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Bruno Voloch

Curioso o futebol no Brasil.

Antes da conquista da Libertadores, Cuca era taxado de azarado e chamado por muitos de  desequilibrado. Hoje, acordou herói, com honras e méritos de sobra. O treinador entra para a história do Clube Atlético Mineiro.

Cuca fez um ótimo trabalho no Botafogo e resgatou o time em termos nacionais. Brilhou no clube entre 2006 e 2008 e fez o time jogar um futebol ofensivo, bonito e envolvente. Quis o destino que o Botafogo caísse para o Flamengo em finais consecutivas o de que certa forma marcou Cuca negativamente. Até de pé frio, o técnico foi chamado na época.

Cuca porém nunca escondeu a identificação com o Botafogo e dias depois de se demitir após perder ser eliminado da Sul-Americana, Cuca voltou ao clube e não resistiu por muito tempo.

Em 2009, fez história ganhando o estadual pelo Flamengo em cima do Botafogo e livrando o Fluminense milagrosamente do rebaixamento, dando início a era do ‘time de guerreiros’. O Fluminense, ainda sob seu comando, seria vice da Sul-Americana.

Cuca brigou pelo título brasileiro até as últimas rodadas quando dirigiu o Cruzeiro e levou o time para Libertadores.

No Galo, chegou a se demitir após longa série sem vitórias, mas foi convencido do contrário. Bateu novamente na trave no brasileiro de 2012, mas acabou premiado quase 18 meses depois com a maior conquista da carreira.


Classificação sofrida e sinais de amadurecimento
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Bruno Voloch

Copa do Brasil normalmente é assim. Dessa vez não foi diferente. Aliás, foi sim. Deu Botafogo.

Classificação sofrida, mas absolutamente merecida.

Embora tenha tido a concorrência direta da final da libertadores, acompanhei boa parte do jogo.

O Figueirense fez 1 a 0 e procurou jogar em cima da vantagem adquirida logo cedo. Gol que óbvio assustou o Botafogo, mas não diminuiu a coragem da equipe carioca.

O time buscou o empate mesmo ciente do risco de levar o segundo gol em contra-ataque.

Nos pênaltis brilhou a estrela de Jefferson, hoje melhor goleiro em atividade no futebol brasileiro. Não dá para deixar de destacar a tranquilidade de Alex, Rafael Marques e principalmente Dória nas cobranças. O zagueiro parecia um veterano e converteu com enorme categoria.

A classificação do Botafogo mostrou um time equilibrado e forte emocionalmente nos momentos de decisão.


Kim Yeon Koung, melhor jogadora da Olimpíada de Londres, ameaça abandonar o esporte
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Bruno Voloch

A coreana Kim Yeon Koung, uma das mais completas jogadoras de vôlei do mundo, pode abandonar a carreira aos 25 anos.

O Heungkuk, ex-clube da jogadora na Coreia, acusa a atleta de quebra de contrato. A KVA (Federação Coreana) e a KOVO (Liga Coreana) apoiam o Heungkuk e exigem que Kim volte a defender o clube

Kim teria renovado seu contrato com o Fenerbahçe na última temporada com compromisso ainda em vigor com o Heungkuk.

Recentemente, Kim concedeu entrevista coletiva e disse que não defenderia mais a seleção nacional enquanto o impasse não fosse resolvido.

Em represália, a KVA passou o assunto para a FIVB. A Federação Internacional de Vôlei, atendendo o pedido da Federação Coreana, não autorizou a jogadora a atuar pelo time turco ou se transferir para qualquer outra equipe enquanto não resolver a situação.

Inconformada, Kim disse que pode se aposentar caso a KVA não libere sua documentação.

Kim, eleita a melhor jogadora da olimpíada de Londres, ainda pode apelar para a Corte Arbitral do Esporte.


Prata na Liga Mundial não tira Brasil da liderança do ranking mundial
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Bruno Voloch

A perda do título da Liga Mundial para a Rússia não tirou a seleção brasileira da liderança do ranking mundial.

O Brasil, segundo a FIVB, Federação Internacional de Vôlei, continua em primeiro lugar com 345 pontos. A Rússia somou 50 pontos e se aproximou dos brasileiros com 330 pontos.

Nenhuma alteração significativa foi notada no novo ranking divulgado pela entidade. Como o pódio em Mar del Plata foi o mesmo dos jogos olímpicos de Londres, Rússia, Brasil e Itália, os italianos se mantiveram na terceira posição com 286.

A Polônia, que fracassou na liga e não chegou as finais, continua em quarto e os Estados Unidos na quinta posição.


Flamengo e Botafogo no Padrão FIFA
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Bruno Voloch

Inacreditável os preços para o jogo de domingo no Maracanã entre Flamengo e Botafogo.

Padrão FIFA.

A gente entende as dificuldades financeiras dos dois clubes, mas não é correto que o torcedor pague literalmente essa conta.

O Flamengo, responsável pelo aumento, enxerga no clássico uma possibilidade real de dar uma respirada financeira, algo natural, mas exagerou na dose ao aumentar em quase 70%.

O preço é salgado e incompatível com o bolso do carioca.

O ingresso mais em conta sai por R$ 100,00, com a meia sendo cobrada R$ 50,00. As cadeiras inferiores custam R$ 120,00, ambos atrás dos gols.

As cadeiras centrais não são vendidas por menos de R$  160,00 e a VIP 220,00. São poucos os que podem se aventurar. Óbvio que teremos buraco no estádio. Foi assim no jogo entre Vasco e Fluminense e com preços ‘populares’.

Uma pena.

O Maracanã ficou elitizado, não é mais do povo.

 


Quem fala o que não deve, ouve o que não quer
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Bruno Voloch

Desnecessária essa polêmica entre Alexey Spiridonov, apelidado de Tintim, e Bernardinho. O técnico da seleção brasileira errou e não tinha a menor necessidade de esculhambar o jogador russo após a derrota no primeiro jogo.

O comportamento de Spiridonov em quadra pode ter passado dos limites, mas todo e qualquer cidadão no mundo tem hoje acesso imediato as redes sociais e a internet. Portanto, seria natural que Spiridonov tomasse conhecimento que foi chamado de ‘insano’ e ‘doente mental’ pelo treinador da seleção.

A declaração pode ter sido dada de cabeça quente, mas não combina com Bernardinho, campeão mundial e olímpico.

Spiridonov provou mesmo em quadra ser um atleta diferenciado, mas seria incoerente deixar de admitir as qualidades técnicas e virtudes do jogador russo.

O desabafo de Spiridonov após o jogo e a conquista do título foi uma simples consequência e resposta ao técnico da seleção. Seria pedir demais que Spiridonov ficasse calado e deixasse Mar del Plata sem tirar uma casquinha de Bernardinho.

Spiridonov fez gestos obscenos diante das câmeras direcionados ao treinador.

Quem fala o que não deve, ouve o que não quer.

O que não dá para entender é como Bernardinho acaba caindo numa armadilha como essa. Spiridonov até então era um mero desconhecido e ganhou fama após esse triste e lamentável episódio.

Bernardinho errou, é muito superior e não poderia se rebaixar ao recém-chegado Spiridonov.

 


O sobe e desce na seleção masculina
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Bruno Voloch

Em tese a seleção masculina que participou da Liga Mundial só não contou com Sidão e Murilo. Teoricamente, Bernardinho levou para as finais em Mar del Plata o que tinha de melhor.

É bem verdade que os problemas físicos atrapalham a seleção não é de hoje. Pode até ser uma simples coincidência, mas já virou uma infeliz rotina ver 1 ou 2 jogadores contundidos durante uma competição.

Esse é um tema que deve ser discutido internamente e os métodos usados até então podem ser questionados.

Dante, de 32 anos, é o mais experiente do atual grupo. É nítido que o jogador tem dificuldades em acompanhar o ritmo dos demais e fisicamente não consegue jogar 5 sets. Na olimpíada, Dante já tinha ficado pelo caminho. Fica muito complicado imaginar que o atleta consiga estar em quadra em 2016. Bernardinho parece pensar diferente.

Lucarelli aprovou inteiramente. Está voando em quadra, tem muita saúde e técnica de sobra. Veio para ficar e cumpriu exatamente o que se esperava.

Maurício Borges tem potencial, mas nas vezes em que foi exigido não rendeu. Sentiu a responsabilidade e ficou devendo. Lipe foi usado em poucas oportunidades, mas está longe de ser confiável. Thiago Alves estranhamente virou a última opção e nem jogou.

Diante desse cenário, Murilo e Lucarelli formariam hoje a dupla de ponteiros da seleção e ficaríamos sem banco.

Vissoto teve a falta de sorte de se contundir e Wallace, tirando a final contra a Rússia onde não compareceu, estão muito na frente dos demais opostos. Vissoto é mais maduro, rodado e seria titular, mas Wallace é uma ótima opção na reserva. O jovem Renan ainda tem muito chão pela frente.

Lucão é disparado nosso melhor central e titular absoluto. Sidão joga mais que Éder e recupera naturalmente a posição quando voltar. Éder e Isac estão no mesmo nível. Éder é mais rodado, mas prefiro a juventude e a agressividade de Isac. Maurício é ótimo bloqueador, corre por fora, mas perde nos demais fundamentos.

Mario Jr, diferente do que imaginava, jogou muita bola nas finais da liga mundial e deixou Alan sem chances de sonhar em ser titular da seleção. Confesso, tanto que escrevi sobre o assunto, que o líbero de Campinas poderia ameaçar Mario Jr, mas reconheço que fui convencido do contrário e na bola.

A questão do levantador talvez seja tão delicada como a dos ponteiros. Bruno ganhou status de capitão, ainda tem a preferência de Bernardinho, mas está seguro. William é baixo para os padrões  internacionais, mas tem mais precisão do que Bruno. Rapha é o mais jogado dos 3, porém não tem o mesmo prestígio do atual titular. O ex-jogador do Trentino precisaria ser testado, ter sequência de jogos, para ser definitivamente analisado.

Do contrário, Bernardinho e a comissão técnica, embora reconheçam a capacidade do jogador, jamais saberão até onde Rapha pode ir com a camisa da seleção.


A ‘cara’ do Flamengo de Mano
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Bruno Voloch

A primeira derrota do Flamengo no campeonato brasileiro deixa o time ainda em posição delicada na competição. A equipe segue perto da zona do rebaixamento e distante do pelotão da frente.

Não dá para dizer que o resultado em Caxias do Sul tenha sido injusto. O Internacional procurou muito mais o gol do que o Flamengo, criou mais oportunidades e mereceu ganhar a partida.

Responsabilizar a arbitragem diante da falha de Felipe chega a ser soa como absurdo.

Melhor enxergar a evolução do time mesmo na derrota e que o desempenho contra o ASA foi mero acidente de percurso.

Hoje o Flamengo tem esquema de jogo definido e não é um bando em campo correndo atrás da bola. A defesa é bem arrumada, o time marca bem e os jogadores exercem as funções estabelecidas por Mano.

O time já tem uma ‘cara’, uma base e em se tratando de Flamengo é uma enorme evolução.


Injusta e inevitável síndrome da prata na carreira de Bruno
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Bruno Voloch

Bruno foi eleito o melhor levantador da Liga Mundial e de quebra faturou U$ 10 mil dólares.

O jogador porém era a própria imagem da frustração no pódio. O rosto ainda estampava toda a decepção por mais um vice-campeonato e a derrota acachapante para a Rússia na final. Bruno era um dos mais abatidos e não esboçou reação ao receber a medalha de prata.

Aliás, já tinha sido assim na Liga Mundial de 2011, na Olimpíada de Londres em 2012 e a história se repetiu agora em Mar del Plata. Isso sem falar na prata nos jogos olímpicos de Pequim em 2008. 4 pratas quase em sequência.

Bruno é uma realidade, mas não consegue ser unanimidade e deu claros sinais de insegurança. Viveu novamente de altos e baixos na competição e na decisão não jogou bem, assim como todo o time.

O levantador tem virtudes. É vibrante, ganhou a faixa de capitão, é líder, mas ainda não faz a diferença.

É incrível e até inaceitável como Bruno não consegue acertar as bolas na entrada de rede. Ele insiste em repetir a jogada quando  o companheiro é bloqueado, situação que já foi observada pelos adversários, mania que será deixada de lado com o tempo.

Difícil com Bruno, pior sem ele.

William teve poucas chances, jogou contra os Estados Unidos porque o Brasil estava classificado, mas está na cara que não é a primeira opção de Bernardinho. É mais preciso do que o titular, mas é baixo para os padrões internacionais.

Rapha ainda pode ser a melhor alternativa, mas teve a falta de sorte e acabou quase não jogando por contusão.

O Sul-Americano e a Copa dos Campeões são as próximas competições. O primeiro é obrigação e o segundo não tem o mesmo peso da Liga Mundial. São ótimas oportunidades de Rapha ser testado, mas duvido muito pela maneira como as coisas são conduzidas na seleção.

Bruno, pelo jeito, terá que conviver e superar a injusta mas inevitável síndrome da medalha de prata.