Blog do Bruno Voloch

Arquivo : fevereiro 2013

Botafogo vive crise política, Anderson Barros é lembrado e diretoria se vê obrigada a zerar dívida com elenco
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Bruno Voloch

O clima anda pesado no Botafogo.

Como se não bastasse as atuações ruins nos últimos jogos, a maioria dos jogadores está visivelmente insatisfeita com a questão do atraso nos salários.

O mês de janeiro ainda não foi pago. A dívida venceu no último dia 20 e a diretoria não conseguiu solucionar a questão.

As declarações dos líderes do grupo são políticas e os jogadores garantem que a falta de pagamento não irá interferir no desempenho do time na semifinal da Taça Guanabara. Os resultados porém provam o contrário.

Domingo o time entrenta o Flamengo no Engenhão e tem obrigação de vencer.

O nome de Anderson Barros, ex-gerente de futebol, tem sido constantemente lembrado.

Os atletas confiavam plenamente em Anderson e as questões financeiras eram resolvidas com êxito quando ele trabalhava no Botafogo.

Pressionado pela falta de títulos, Anderson deixou o clube no fim de 2012.

Chico Fonseca exerce a função de vice de futebol. O atual dirigente no entando não goza de prestígio com os jogadores e a relação é fria, longe de ser amistosa.

Maurício Assumpção corre atrás e espera solucionar o problema até sexta-feira, dia 1 de março.

A idéia do presidente é jogar a pressão de volta ap grupo ‘zerando’ a dívida e podendo no caso exigir mais comprometimento diante do Flamengo.


Coragem de Talmo, Carol titular e duelo entre Tandara e Monique marcam vitória do Sesi
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Bruno Voloch

Deu Sesi.

No primeiro jogo entre Sesi e Praia Clube, o time paulista fez valer o mando de quadra e ganhou por 3 a 1.

Porém, pelo desempenho apresentado, a série está longe de ser definida.

Talmo, técnico do Sesi, foi corajoso e barrou Dani Lins. Carol Albuquerque começou jogando, fez um bom jogo e merece ser mantida para a segunda partida.

Dani cumpriu bem seu papel de entrar na inversão. E só.

Elisângela cresceu e rodou bolas importantes no ataque. Fabiana, que não aparecia faz tempo, foi razoável.

Sassá segue mal das pernas.

Quem novamente definiu a partida foi Tandara com 22 pontos.

O Sesi segue atrás da regularidade e a derrota no terceiro set assustou pelo número de erros na recepção.

Monique e Dayse sustentaram o Praia na partida.

Curiosamente, o Praia foi melhor no bloqueio e saque, mas perdeu no ataque.

Angélica se saiu muito bem e merece ser lembrada.

No fim, talvez tenha prevalecido a maior experiência e maturidade das jogadoras do Sesi, mas o resultado foi justo.

O Praia Clube porém segue rigorsamente vivo na superliga.

Para sonhar com a vaga nas semifinais, o Sesi terá que jogar mais bola do que na primeira partida.


Bernardo é imprevisível, mas imprescindível ao Vasco
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Bruno Voloch

O Vasco não esperava entrar nas semifinais com tamanha vantagem.

Após estar ameaçado de nem disputar a fase final da Taça Guanabara, o time se recuperou e ganhou um belo presente do Botafogo.

Um simples empate com o Fluminense coloca o time na decisão.

O Vasco ainda não parece ser confiável e distante daquele time que empolgou no início do campeonato.

Bernardo estava sendo injutiçado. Engoliu calado, respondeu em campo e jogando bola.

Barrado dos jogos contra Fluminense e Audax, o jogador voltou ao time diante do Duque de Caxias e foi decisivo.

Marcou os gols da virada e mostrou ser fundamental. Pelo menos nesse momento, o Vasco não pode abrir mão do talento de Bernardo.

Ponto para Gaúcho e a comissão técnica.

Bernardo é imprevisível, mas imprescindível.


Eczacibasi, de Sokolova, perde decisão e é vice na Copa da Turquia
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Bruno Voloch

O VakifBank quebou um jejum de 14 anos e conquistou a Copa da Turquia.

Na final, o time dirigido pelo técnico da seleção da Alemanha, Giovanni Guidetti, derrotou o Eczacibasi, da russa Sokolova, por 3 sets a 0. As parciais foram de 25/17, 25/12 e 25/23.

A sérvia Brakocevic foi o destaque do jogo com 17 pontos. A alemã Furst marcou 6.

O VakifBank vive grande fase na Turquia. Além do título, o time lidera o campeonato nacional invicto e está nas finais da Champions League.

Na mesma competição, o Fenerbahçe, de Paula e Mari, caiu nas quartas de final.

O Galatasaray, das italianas Lo Bianco e Gioli, derrotou o Karsiyaka e ficou em terceiro lugar.


Andrezinho mata a charada no Botafogo
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Bruno Voloch

O Botafogo deixou a desejar e decepcionou novamente a torcida.

Pelo que (não) jogou diante do Boavista, o resultado pode até ser considerado altamente positivo.

Ficou mais uma vez evidente a dependência do time por Seedorf. O holandês não rendeu o esperado e a equipe não andou.

O comportamento da defesa foi uma lástima. Os zagueiros foram desatentos e quase sempre fora de posição. Toda e qualquer bola jogada na área era motivo de preocupação.

Os jogadores que atuam no meio são pouco criativos e esquecem da marcação. Não existe qualquer proteção aos laterias quando Lucas e Marcio Azevedo resolvem ir ao ataque.

A facilidade encontrada pelos atacantes do Boavista foi impressionante, especialmente no primeiro tempo.

O Botafogo empatou, talvez tenha tido mais posse de bola, mas esteve mais perto da derrota.

O time deixa de enfrentar o Fluminense no sábado, com vantagem do empate, disputando a libertadores e cansado. Agora vai encarar o Flamengo, equipe de melhor campanha, invicto e que não sabe o é perder para o Botafogo no Engenhão.

O ataque não rende. Rafael Marques, Bruno Mendes, Sassá, Hemrique, Vitinho, enfim, seja lá quem for, não inspira confiança alguma.

Pode ser uma simples conicidência, mas desde que o atraso nos salários foi jogado no ar pelo goleiro Jefferson, o time não venceu mais.

Oswaldo de Oliveira segue inseguro, sem apoio da torcida, sem time titular definido e sem padrão de jogo.

O Botafogo continua sem convencer.

Em clássico tudo pode acontecer, mas somente com uma mudança drástica de comportamento, ajustes na defesa, dinheiro no bolso, o Botafogo pode sonhar em ser finalista da Taça Guanabara.

Andrezinho tem toda razão quando afirma que o futebol apresentado até agora é pouco para ser campeão. O jogador porém foi mais feliz e lúcido quando afirmou que o torcedor vai de acordo com que o time vai jogando.

Nesse caso definitivamente não dá para cobrar apoio da torcida.


Seleção não terá Jaqueline, Sheilla e Fabiana em 2013; Paula Pequeno está fora dos planos
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Bruno Voloch

Salvo mudanças de última hora, Jaqueline, Sheilla e Fabiana estão fora da temporada 2013 e não vão vestir a camisa da seleção brasileira.

Essa é a previsão da comissão técnica comandada por José Roberto Guimarães.

As jogadoras serão poupadas, irão descansar e a tendência é de que atuem somente pelos clubes.

Bicampeãs olímpicas, Jaqueline, Sheilla e Fabiana estarão à disposição para o campeonato mundial em 2014. A competição será jogada na Itália.

A rotina de seleção e clube permite apenas 3 semanas de folga as jogadoras durante o período de 12 meses.

Se Jaqueline, Sheilla e Fabiana têm retorno garantido, o mesmo não se pode dizer de Paula Pequeno.

A jogadora está fora dos planos e dificilmente será mantida no grupo.

A ausência das titulares, abre espaço para jovens como Gabi, Priscilla Daroit e Bia que deverão ser observadas em 2013.

Tandara e Natália devem assumir o papel principal.

Sem Fernandinha, as levantadoras Juliana, do Praia Clube e Priscila Heldes, de Campinas estão cotadas.


Contusões, péssima arbitragem, mesmice e Fernanda Garay incontestável
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Bruno Voloch

Contusões, péssima arbitragem e poucas surpresas marcaram a primeira fase da superliga feminina.

Ninguém poderia imaginar uma campanha tão ruim do time de São Bernardo, último colocado.

O Pinheiros talvez tenha sido a boa novidade da competição. O Minas decepcionou. Se classificou apenas na sétima posição e ficou devendo.

O Praia Clube poderia ter ido além do quarto lugar se não tivesse perdido Herrera no meio do caminho.

Elis e Neneca merecem ser lembradas pela maneira como conduziram a boa participação do modesto e aguerrido time do Rio do Sul.

Rio e Osasco brigaram pelo primeiro lugar até a última rodada numa repetição que já dura décadas.

Campinas sofre com a irrregularidade, Vasileva demorou para desencantar e Soninha pode ser uma boa aposta.

Tandara é a cara do Sesi. O time paulista depende dela para sobreviver nos playoffs.

O Rio achou Gabi para a vaga de Logan Tom e Osasco tenta recuperar Sheilla.

As vitórias do Minas contra o Rio e do Pinheiros diante de Osasco foram as zebras da superliga.

Em tese, Rio, Osasco e Campinas devem fechar em 2 a 0 contra Rio do Sul, Minas e Pinheiros nas quartas de final. Sesi e Praia Clube é absolutamente imprevísivel.

Fernanda Garay, Thaísa, Jaqueline e Tandara foram as melhores jogadoras.

Gabi, do Rio, foi uma excelente revelação, assim como Bia, do Sesi e Rosamaria de Campinas.

A arbitragem desagradou a todos e conseguiu ser unânime.

Ninguém porém merece mais destaque do que Fernanda Garay.

Garay é completa, está madura, com saúde, encheu os olhos com ótimas atuações e é a melhor jogadora em atividade no vôlei brasileiro.

Incontestável.


Seleção feminina cai no mesmo grupo de China e Rússia na Montreux Volley Masters
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Bruno Voloch

O Brasil já conhece seus advserários na Montreux Volley Masters.

A seleção feminina está no grupo A e irá enfrentar China, Rússia e Suíça.

No grupo B jogam Alemanha, República Dominicana, Japão e Itália.

Duas seleções avançam em cada grupo.

A competição começa dia 28 de maio e vai até 2 de junho.

A estreia será contra a Suíça.

O Brasil não disputa o torneio desde 2010.

O Japão é o atual campeão.


Cruzeiro vence e RJX comemora derrota em Contagem
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Bruno Voloch

O filme se repete, mas agora na superliga masculina.

Contagem foi o palco.

Osasco e Rio deixam de ser os protagonistas e Cruzeiro e RJX entram em cartaz.

Assim como na superliga feminina, o Cruzeiro derrotou o RJX por 3 sets a 2, mas a equipe carioca é que comemorou o resultado.

Mesmo derrotado, o time manteve a liderança da competição e depende apenas de seus próprios resultados para confirmar a condição de líder ao fim da primeira fase.

Como era de se esperar, Cruzeiro e RJX fizeram um jogo tenso e equilibrado.

O RJX não viu a bola no primeiro set. O cubano Leal desequilibrou, arrebentou o passe adversário no saque e deixou a sensação de que o Cruzeiro poderia de fato fazer 3 a 0 ou 3 a 1 para ser líder novamente.

A sensação foi logo desfeita no segundo set. O RJX, comandado por Lucão, empatou até com relativa facilidade com 25/19.

O terceiro set decidiria o jogo em tese. Uma vitória seria o suficiente para o RJX ser líder, a derrota deixaria o Cruzeiro atrás na classificação. Jogado ponto a ponto, o set acabou nas mãos dos cariocas após Flilipe ser bloqueado na entrada de rede. 25/23.

Acabava naquele momento o jogo para o RJX.

O time se desinteressou pela partida e foi facilmente dominado no quarto set perdendo por 25/17. O filme se repetiu no tie-break quando o Cruzeiro não teve problemas para ganhar por 15/9.

Leal foi o nome do jogo. O cubano marcou 25 pontos, um se inteiro.

O Cruzeiro foi melhor em todos os fundamentos, por isso ganhou. Venceu, mas deixou escapar o objetivo principal que era ser primeiro colocado.

O RJX saiu de quadra comemorando a derrota, assim como o Rio de Janeiro diante de Osasco.


Instável como de hábito, Sesi recebe castigo merecido na última rodada
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Bruno Voloch

O Sesi se classificou, exatamente como a gente previa, em quinto lugar para os playoffs.

Os torcedores do time paulista e a própria comissão técnica chegaram a acreditar que a equipe pudesse confirmar a quarta colocação, especialmente depois que Herrera deixou de atuar pelo Praia Clube.

Doce ilusão.

O Sesi mostrou diante do São Caetano o que foi durante toda a superliga. Um time irregular, pouco confiável e absolutamente instável. Não dá nem para usar a desculpa da ausência de Fabiana na última rodada, até porque a central não tem feito diferença alguma quando joga. Fato.

Por tudo que fez na fase de classificação, o Praia Clube merecia a quarta colocação.

O Sesi é uma equipe que depende exclusivamente de Tandara. Uma ponteira como Sassá não pode fazer 4 pontos por jogo. Carol Albuquerque mandou novamente Dani Lins para o banco e se não tivesse entrado o resultado seria ainda pior.

Periga o Sesi repetir a temporada passada e cair nas quartas de final.

Pelo investimento feito, com 3 jogadoras campeãs olímpicas, será vergonhoso.

Talmo que não abra o olho …