Brasil sobrevive graças ao talento de Thaísa e entrada de Fernanda Garay
Thaísa.
Esse foi o nome do Brasil no jogo contra a China.
Thaísa mostrou atitude, assumiu a responsabilidade, foi incansável no ataque e fez um jogo taticamente perfeito. Exemplo.
É claro que a jogadora contou com a sensibilidade de Dani Lins. A levantadora do Brasil aproveitou praticamente todas as passagens de Thaísa na rede e usou a central do Osasco no ataque.
Quando não teve o passe na mão, Dani foi obrigada a apelar para as ponteiras. E a recepção novamente deixou o time na mão. Fabi, para variar, esteve insegura e prejudicou o time.
José Roberto Guimarães demorou para enxergar o óbvio. Paula Pequeno está mal, não vira, parece pesada e sem mobilidade. Com Fernanda Garay em quadra o time fica mais leve, roda com mais facilidade e se sente mais seguro na recepção.
Sheilla foi contagiada pelo astral de Thaísa e rodou bolas muito importantes.
Jaqueline foi bem no fundo com ótimas defesas. Finalmente acordou.
A China deu trabalho. Deu trabalho em função dos erros da seleção. Nossa equipe ainda mostra sinais de falta de controle emocional. Tivemos 3 pontos de vantagem para fechar o jogo em 3 a 1 e não conseguimos. Virou rotina essa espécie de apagão.
Mas a alegria voltou, mesmo que temporariamente.
Longe de convencer e de ser uma seleção confiável, o Brasil vai se arrastando e sobrevivendo. Mas a realidade nos mostra jogadoras fragilizadas emocionalmente.
A realidade aponta para Garay como titular.
A vitória faz a seleção respirar e Thaísa mostrou como deve se comportar uma atleta em quadra.
